
O corpo do poeta Ferreira Gullar é velado nesta segunda-feira (5) na Academia Brasileira de Letras (ABL), em que o escritor ocupava a cadeira nº37. Gullar morreu na manhã de domingo (4) aos 86 anos em decorrência de uma pneumonia, após passar dias internado por problemas respiratórios.
O escritor tomou posse como “imortal” em 2014 e foi elogiado por colegas da Academia. “Foi o acadêmico perfeito. Aderiu 100% à academia, uma conquista extraordinária para nós. Pena que foram apenas dois anos”, disse o acadêmico Arnaldo Niskier.
“Ele tinha uma visão estereotipada da academia, que é muito mais que um grupo de velhinhos tomando chá. Gullar foi da estirpe de Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira. Aqui é o seu lugar”, enalteceu o presidente da casa, Domício Proença Filho.
A viúva do poeta, Claudia Ahimsa, contou que ele estava lúcido e produzindo até os momentos finais. Ele deixou três crônicas inéditas que serão publicadas no Jornal Folha de São Paulo, para onde escrevia.
Na tarde desta segunda, o corpo de Gullar segue para o Cemitério São João Batista, onde será enterrado no mausoléu da ABL. Acadêmicos e amigos do poeta prestaram as últimas homenagens ao escritor, como o poeta Armando Freitas Filho, o cantor Fagner, o ex-deputado Fernando Gabeira, a cantora Adriana Calcanhoto, entre outros.
O corpo de Gullar foi velado na tarde de domingo na Biblioteca Nacional.