
A possibilidade de mudanças na Previdência de policiais e bombeiros militares não está agradando a categoria. O presidente da Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo/ Clube dos Oficiais, major Rogério Fernandes Lima, ressaltou que os militares precisam ter suas especificidades reconhecidas.
“Se houver uma idade mínima, como um policial militar com idade mais avançada poderia subir um morro, por exemplo? Poderiam alegar que ele deveria exercer uma atividade administrativa, mas isso é uma exceção, o militar é apto para o serviço na rua”, frisou.
Lima lembrou que no Espírito Santo os militares já contribuem, desde 2007, durante 35 anos, enquanto nos outros estados o tempo de contribuição é de 30 anos. “Creditar aos policiais e bombeiros militares o maior gravame da Previdência é querer punir aqueles que se dedicam ao serviço público desde muito cedo, com 18 ou 19 anos, e que contribuirão por 35 anos”, destacou.
O major lembrou que, ao contrário de muitas profissões, os militares não têm direito à sindicalização ou greve, atuam em uma profissão estressante e têm o compromisso de defender a sociedade “mesmo com o sacrifício da própria vida.”
Ele ressaltou que a categoria quer o mesmo tratamento dado às Forças Armadas na discussão da Previdência, que terá uma reforma à parte, ainda não definida. “Somos uma força reserva do Exército brasileiro. Se formos comparar o efetivo, o de policiais e bombeiros é muito superior ao do Exército. Logo, em uma eventual guerra, o Estado brasileiro com certeza precisaria dos militares estaduais”, pontuou Lima.
Dayane Freitas, Francine Spinassé e Carlos Mobutto
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