A Lat.Bus 2026 – Feira Latinoamericana do Transporte abriu as portas para a mobilidade coletiva eletrificada no São Paulo Expo e mostrou a nova fase da indústria brasileira de ônibus. Ainda que os modelos elétricos representem cerca de 5% do mercado total, o segmento avança e começa a ganhar mais relevância entre os fabricantes, operadores e cidades.
A evolução não acontece apenas pela chegada de novos veículos, mas pelo desenvolvimento de baterias, maiores autonomias, sistemas de recarga e recursos tecnológicos com soluções voltadas à redução das emissões no transporte urbano.
A indústria brasileira, forte na produção de chassis e carrocerias, tenta aproveitar essa transformação, mantendo boa parte da cadeia produtiva instalada no país.
Durante o evento, que termina hoje, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, conversou com a CNN e destacou a produção de 1,2 milhão de chassis já feitos no país, com cerca de 900 mil emplacamentos.
O executivo tratou ainda do avanço da eletrificação no setor. “As novas tecnologias dos elétricos chegaram ao novo mercado, que representa algo em torno de 5% da nossa fabricação de ônibus”.
Ao contrário dos carros, para 2026, segundo a Anfavea, o setor terá 6% menos emplacamentos e uma fabricação 11% menor em comparação a 2025, ano em que o setor emplacou 28,8 mil ônibus.
A projeção atual da Fenabrave revela uma leve diferença em relação ao que diz a Anfavea e aponta para cerca de 26,2 mil unidades em 2026, retração de 9,2%.
O mercado total, de fato, deve cair, enquanto a eletrificação avança. No primeiro semestre de 2026, foram vendidos 589 ônibus eletrificados, alta de 89,4% frente aos 311 do mesmo período do ano passado.