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Plenário

PSD volta a garantir Sergio Meneguelli ao Senado

Mercado político voltou a levantar dúvidas a respeito da candidatura do deputado estadual, que foi garantida no último dia 5

PSD volta a garantir Sergio Meneguelli ao Senado
- Sergio Meneguelli e Renzo Vasconcelos durante a convenção estadual do PSD, que aconteceu no último dia 5
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

Última atualização


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Apesar de a convenção estadual do PSD ter acontecido no último dia 5, parte do mercado político segue em dúvida sobre a consolidação da candidatura do deputado Sergio Meneguelli ao Senado, mesmo tendo sido oficializada no evento.

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Isso acontece porque qualquer candidatura pode ser retirada ou substituída até dia 15 de agosto, data limite para a inscrição dos nomes que vão concorrer.

Circulou nos bastidores a informação de que o presidente nacional, Gilberto Kassab, poderia minar Meneguelli para alocar a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos (PSD), como vice de Lorenzo Pazolini (Rep), formalizando assim a coligação entre as siglas. 

Entretanto, o presidente da legenda, Renzo Vasconcelos, afirmou à coluna que nesse sentido, nada vai mudar. “Confirmo que Meneguelli será nosso candidato a senador”, disse.

Leia Mais: Monjardim e Rodney Miranda podem unir projetos

Consequentemente, Lívia estaria completamente descartada para ser vice de Pazolini. As próprias fontes do Republicanos, sob sigilo, confirmam: “Isso está fora do radar”.

As lideranças do PSD também têm ressaltado que Meneguelli estará junto da sigla e de todas as decisões que foram tomadas. “Vai ser partidário”.

As únicas opções

Renzo e Lívia estiveram nos últimos dias em Brasília para tratar de pautas administrativas de Colatina, mas também conversaram sobre política.

A presença de Lívia sinaliza que algum movimento pode estar sendo costurado.

As chapas do PSD para a Câmara Federal e a Assembleia, até o momento, não são consideradas das mais competitivas, mas a entrada de Lívia e uma reorganização dos quadros poderiam mudar esse cenário. Ainda há tempo…

Casamento na direita?

A primeira “reorganização” após o período de convenções pode estar próxima. Os candidatos ao Senado Leonardo Monjardim (Novo) e Rodney Miranda (PRTB) podem se unir em torno do mesmo projeto.

O diálogo entre os partidos está avançado, e a expectativa é de que o desenho possa ser Monjardim ao governo do Estado e Rodney continuar como candidato a senador.

Outro nome à Casa Alta também deve ser apresentado para caminhar com os dois.

Vai ficar um “climão”?

Leonardo Monjardim foi líder de governo do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Rep), e exerce a mesma função atualmente, durante o mandato de Cris Samorini (PP).

Uma eventual disputa ao governo do Estado, portanto, o colocaria de frente ao ex-prefeito da capital, ao qual Monjardim é aliado. 

Esquentou em Vila Velha

O bate-boca entre vereadores durante a sessão de ontem na Câmara de Vila Velha foi intenso.

Tudo começou após o presidente em exercício, Hércules Silveira (PP), relembrar que é preciso se ater às matérias no momento de justificativa do voto, não divagar por outros assuntos. Pastor Fabiano (PL) entendeu que o recado foi pra ele, sentindo-se “perseguido”.

Chegou a chamar Hércules de “Alexandre Moraes de Vila Velha”. O veterano precisou suspender a sessão.

Cala-bocas e acusações

Após Pastor Fabiano voltar a levantar a voz, falando que é impedido de falar frequentemente por Hércules, o veterano retrucou:

“Isso é conversa fiada, o senhor é um mal-educado! Você não respeita ninguém. Não pode se falar enquanto o presidente fala, isso é falta de educação e não é regimental”.

Fabiano respondeu:

“Ele se acha Deus aqui, quando ele vai se colocar em seu lugar? Não é possível. Desde a posse você quer mandar, é o Alexandre de Moraes”.

O que a escolha de Casagrande representa?

O ex-governador Renato Casagrande (PSB) já definiu quem será seu primeiro suplente a senador: ex-deputado estadual Marcelo Coelho (PP), que possui base política na região de Aracruz.

Já foi líder de governo na Assembleia do próprio Casagrande durante o primeiro mandato como governador.

Embora do PP, não foi indicação do partido, mas escolha pessoal de Casagrande. A partir de agora, espera-se que o ex-governador escolha uma mulher para compor o espaço de segunda suplente ao Senado. Definição em breve.

Não agradou a todos…

Em um grupo de WhatsApp do PT vilavelhense, uma das lideranças locais desabafou, dizendo que apesar de o partido ter declarado apoio a Renato Casagrande (PSB) como segundo voto, o ex-governador não estaria tão alinhado com o PT há anos.

“Acho que cabe mais reflexões sobre essa indicação, mas respeito a Executiva estadual”, afirmou o petista.

Plano de governo

O candidato ao governo do Estado Helder Salomão (PT) e a candidata a vice-governadora professora Valdirene Bernardino apresentarão hoje o pleno de governo da federação Brasil da Esperança.

Será às 19h, no Clube de Pesca, em Mário Cypreste, Vitória.

Seguem os mistérios…

Cenário ainda é “nebuloso” a respeito das vagas de suplentes de Sergio Meneguelli (PSD), Rose de Freitas (MDB) e Evair de Melo (Rep).

Expectativa é de que algumas devem ser resolvidas de sexta para sábado, ou seja, nos últimos momentos permitidos pela Justiça Eleitoral.

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