A presença chinesa começa a despontar nesse setor, e 50% dos ônibus elétricos emplacados em maio, por exemplo, foram de uma única montadora. Igor Calvet, no entanto, afirma que a indústria nacional está em um movimento controlado, porque os fabricantes conseguem produzir e a tecnologia já está presente.
Na feira, é fácil enxergar os exemplos de modelos desenvolvidos por Marcopolo, Eletra, Caio e Iveco, tanto em ônibus urbanos quanto naqueles voltados para o transporte de trabalhadores.
A Volkswagen Caminhões apresentou um chassi elétrico pronto para ser encaroçado, com baterias que permitem autonomia de 250 km a 350 km, dependendo da versão. Elas podem ser carregadas com duas tomadas para garantir 80% da carga em pouco mais de 20 minutos.
O pack de energia foi desenvolvido pela pernambucana Moura e pela chinesa CATL, uma das maiores do mundo no segmento.
Nos ônibus, a eletrificação surge como uma das principais apostas para os próximos anos, ainda que essa transição leve de cinco a dez anos, avaliou o presidente da Volkswagen Caminhões, Antônio Roberto Cortes.
Embora a participação ainda seja pequena diante da frota tradicional movida a diesel, biodiesel e biometano, o crescimento das encomendas e dos projetos de renovação de frotas municipais indica uma mudança gradual no cenário a favor dos elétricos.