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FINALMENTE

Justiça após 13 anos: preso segurança que atirou em Lucas Lyra, torcedor do Náutico

José Carlos Feitosa Barreto foi detido no aniversário do crime que deixou o torcedor acamado; "Tirei uma tonelada de cima de mim", desabafa mãe

Lucas Lyra em entrevista à TV Tribuna após a prisão do homem que tentou matá-lo
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Com informações de Simone Santos



Exatos 13 anos depois do crime que mudou sua vida, o estudante Lucas Lyra recebeu a notícia que tanto esperava: o homem que atirou em sua cabeça foi preso. José Carlos Feitosa Barreto, segurança que fazia a escolta de um ônibus de torcedores em 2013, foi detido nesta última segunda-feira (16) após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça de Pernambuco.

O crime aconteceu em 16 de fevereiro de 2013, em frente ao Estádio dos Aflitos, no Recife. Lucas, então com 19 anos, chegava para assistir a um jogo do Náutico quando foi atingido durante uma confusão entre torcidas organizadas. Ele passou três anos internado e, desde então, vive acamado e sob cuidados constantes da família devido às sequelas graves. A repórter Simone Santos conversou com familiares e com o próprio Lucas. Quase  não conteve as lágrimas.

O “sono dos justos”

Para a mãe de Lucas, Cristina Lyra, a notícia da prisão trouxe o alívio de uma década de espera. Ela relatou que, pela primeira vez em 13 anos, conseguiu dormir tranquila. “É como se eu tivesse tirado uma tonelada de cima de mim. O meu filho não é mais um número na estatística da impunidade”, afirmou.

A rotina da família é de dedicação integral. Lucas precisa de vigilância 24 horas por dia por causa do risco de engasgos, que ocorrem até mesmo quando ele sorri ou se emociona. A irmã, Mirella Lyra, destaca que a luta por justiça foi exaustiva, mas necessária. “Lutar por justiça cansa, mas essa vitória é de toda a sociedade que gritou com a gente”, disse.

Experiência de quase morte

Em uma entrevista emocionante, o próprio Lucas Lyra comentou a prisão. Com dificuldades na fala, mas lúcido e sorridente, ele descreveu o que sentiu ao saber da notícia e relembrou o momento em que foi baleado. “Foi (uma notícia boa demais)”. 

Segundo ele, a família tentou esconder a notícia da prisão dele, achando que Lucas não suportaria a notícia.  “Mas a minha fé em Deus me (forças). Quando eu soube, eu dei uma gargalhada”.

Lucas Lyra relatou ter tido uma “Experiência de Quase Morte” (EQM) no dia do crime, descrevendo uma visão espiritual que lhe deu forças para continuar.

“Eu cheguei lá (durante a experiência de quase morte), e foi uma visão inexplicável. Na parte da  frente, em cima, o céu azul de verão. Aí, de repente, apareceu à minha frente um ser de um tamanho inimaginável, mais imaginável do que o próprio sol. Aí me perguntou: o que você está fazendo aqui? Aí eu, assustado, olhei para trás… ‘Eu morri? Não’… Só Deus pode explicar isso….Eu sou Deus. Não chegou a sua hora”, relatou o que viveu.

Apesar de ter tido a juventude interrompida pelo disparo, o jovem mantém o otimismo e mandou uma mensagem de paz para os clássicos de futebol atuais. A prisão do agressor encerra um ciclo de impunidade, mas a batalha diária de Lucas pela saúde continua no seio de sua família.

Entenda o que é EQM

No texto, Lucas menciona que teve uma EQM (Experiência de Quase Morte). Isso acontece quando uma pessoa chega muito perto de morrer ou é declarada morta por alguns momentos e depois volta.

Veja a matéria completa exibida no Brasil Urgente desta quarta-feira (18). É só clicar abaixo



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