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ECONOMIA

Petrobras se torna empresa com maior valor de mercado da América Latina

Dados foram levantados pela empresa de consultoria Elos Ayta, com base no fechamento das ações desta segunda-feira

Petrobras se torna empresa com maior valor de mercado da América Latina
- O novo ranking revela ainda uma forte concentração brasileira no topo: cinco das dez maiores companhias são do país
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

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A Petrobras se tornou líder no ranking de empresas com maior valor de mercado da América Latina. Após adicionar US$ 26,3 bilhões desde o fim de 2025, a empresa alcançou a avaliação estimada em US$ 100,9 bilhões.

Os dados foram levantados pela empresa de consultoria Elos Ayta, com base no fechamento das ações desta segunda-feira (23). O primeiro lugar pertencia ao Mercado Livre desde agosto de 2024, quando a própria Petrobras tinha perdido o posto. 

Em segundo lugar no ranking ficou com o Itaú que alcançou US$ 97,7 bilhões até o fechamento, seguido pelo Mercado Livre, com US$ 94,5 bi. 

“O movimento marca uma inflexão clara no eixo de valor da região. Se nos últimos anos a narrativa dominante apontava para a supremacia das plataformas digitais, o início de 2026 mostra uma volta, ainda que parcial, ao protagonismo dos setores tradicionais, especialmente energia e sistema financeiro”, avalia Einar Rivero, CEO da Elos Ayta.

Veja o ranking:

  1. Petrobras – US$ 100,8 bi
  2. Itaú Unibanco – US$ 97,7 bi
  3. Mercado Livre – US$ 94,5 bi
  4. Grupo México – US$ 92,6 bi
  5. Nu Holdings – US$ 78 bi
  6. BTG Pactual – US$ 74,1 bi
  7. Vale – US$ 72,2 bi
  8. América Móvil – US$ 71,9 bi
  9. Walmart de México – US$ 57,6 bi
  10. Ambev – US$ 48,9 bi

Segundo Ribeiro, a dominância verde e amarela no ranking reflete o câmbio positivo ao Brasil, com desvalorização de 6,16% do dólar em 2026.

“Mais do que uma troca de posições, o episódio sugere uma reprecificação estrutural, um lembrete de que, na América Latina, ciclos de commodities, bancos e câmbio continuam tendo peso suficiente para redesenhar rapidamente o mapa de poder corporativo”, disse o CEO da Elos Ayta.



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