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Economia

Ricardo Ferraço: “Precisamos desenvolver fornecedores no Espírito Santo”

Governo busca criar cadeia local de fornecedores para viabilizar produção completa da GWM em Aracruz

Ricardo Ferraço defende criação de cadeia de fornecedores para fortalecer produção da GWM no ES
Foto de perfil de Eliane Proscholdt

Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização


A atração de empresas para fornecer partes e peças para a GWM é um dos principais objetivos do governo do Espírito Santo para os próximos anos, segundo o vice-governador Ricardo Ferraço.

Para que a fabricação total dos veículos ocorra em Aracruz é necessário que uma cadeia de fornecedores se instale nas proximidades, vendendo os materiais necessários a custos competitivos.

“Não temos cadeia local de fornecedores. Isso precisa ser construído. É muito mais que um projeto de governo: é um projeto de Estado, que vai exigir muita dedicação, energia, planejamento para que as coisas aconteçam”, diz Ferraço.

Empreendedores capixabas, do Brasil e até do exterior estão sendo procurados pelo governo, por meio da Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo (NovaES), conta o vice-governador. “A Petrobras, por exemplo, veio para nosso estado e atualmente conta com cerca de 500 empresas fornecedoras. Tenho falado que o Espírito Santo é o Brasil que dá certo e a GWM não veio para cá por acaso”, afirma.

A GWM já conta com mais de 20 fornecedores cadastrados no Brasil, alguns já fornecendo para a unidade de Iracemápolis, afirma o diretor de Relações Institucionais da marca no País, Ricardo Bastos.

Segundo o representante, a ideia de trazer algumas dessas indústrias para perto da fábrica em Aracruz não é descartada, mas depende da decisão estratégia delas.

Parte da produção, porém, será realizada pela própria empresa, que possui modelo de produção verticalizado na China — ou seja, não utiliza amplamente a terceirização do processo produtivo.

“Temos até produção de baterias. Metade das baterias que usamos nos nossos carros elétricos e híbridos é feita por nós, outra a gente compra no mercado. Mas a gente domina a tecnologia. Temos praticamente a produção de todos os conjuntos do veículo. Não necessariamente vamos trazer os fornecedores para cá”, afirma Bastos.


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