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Economia

Diretor Geral do Senai-ES: “Vivemos uma profunda revolução tecnológica”

Gerson Santos afirma que a resposta precisa ser clara e coordenada, e que é necessário ampliar o acesso à educação profissional

Diretor Geral do Senai-ES: “Vivemos uma profunda revolução tecnológica”
- Geferson Santos, superintendente do Sesi ES e diretor regional do Senai ES
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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“Estamos vivendo uma profunda revolução tecnológica. E, com ela, o modo como enxergamos o trabalho mudou de forma definitiva. De um lado, observamos o declínio de habilidades tradicionais. De outro, cresce a necessidade de requalificação contínua”.

A avaliação é do superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi ES) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai ES), Geferson Santos.

Diante disso, ele afirma que a resposta precisa ser clara e coordenada, e que é necessário ampliar o acesso à educação profissional, fortalecer a qualificação e a requalificação ao longo da vida e consolidar políticas públicas que priorizem essa agenda.

“Para reverter esse quadro, a Findes (Federação das Indústrias do Estado) e o Senai ES têm construído soluções juntamente com a indústria. Ao oferecer vagas gratuitas regimentais para cursos de formação técnica e qualificação profissional, ao longo de todo o ano, e programas como Aprendizagem Industrial, criamos uma conexão direta entre formação e empregabilidade”.

Segundo ele, não se trata apenas de capacitar, mas de preparar pessoas para ocupar espaços reais no setor produtivo, com competências alinhadas às transformações tecnológicas e às novas dinâmicas do trabalho.

“A Aprendizagem Industrial traduz, na prática, essa estratégia. Realizada em parceria com as indústrias capixabas, ela representa o primeiro acesso de muitos jovens ao mercado de trabalho. Para muitos deles, inclusive, é a principal fonte de renda da família — já que o jovem recebe uma bolsa. Mas é importante reforçar: não estamos falando apenas de suprir uma escassez de capital humano na indústria. Estamos falando de inclusão produtiva”.

Já o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, destaca que, em parceria com o Senai e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Espírito Santo), as empresas ampliam cursos gratuitos alinhados às demandas reais do mercado, com foco em tecnologia, Inteligência Artificial, vendas, turismo e serviços.

“Em Guarapari, turmas na área de turismo foram iniciadas com a perspectiva de usar a estrutura do Sesc para hospedar alunos de outras cidades durante a formação. Mais do que tendência, é uma resposta direta: sem investir na qualificação, faltarão profissionais para ocupar as vagas que já existem”.



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