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Saúde

Médicos apontam os mitos e verdades sobre o uso da testosterona

A pedido de A Tribuna, especialistas tiram dúvidas e explicam que algumas práticas não têm comprovação científica

Médicos apontam os mitos e verdades sobre o uso da testosterona
- O urologista Camilo Milanez disse que é preciso tomar cuidado com as informações divulgadas na internet para aumentar a testosterona
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Beatriz Brandão

Beatriz Brandão é estudante de jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo e é repórter multimídia no jornal A Tribuna. Tem experiência em assessoria de imprensa, rádio e jornalismo digital.

Última atualização


De banhos de sol nos testículos a implantes hormonais, influenciadores dão “dicas” na internet de formas milagrosas para aumentar a testosterona. Porém, médicos ouvidos por A Tribuna explicam que as práticas não têm comprovação científica e podem até trazer riscos à saúde.

Segundo o urologista Camilo Milanez, é preciso tomar cuidado com as informações divulgadas na internet. A prática de tomar sol nos testículos por exemplo, não tem comprovação científica.

“Além de não trazer nenhum tipo de benefício no aumento da testosterona, pode causar queimaduras sérias, já que a pele da região é muito sensível”, explica.

O hormônio é essencial para o funcionamento do organismo masculino, atuando na força muscular, na disposição e na saúde sexual. Por isso, deve ser acompanhado regularmente.

“O acompanhamento com um urologista deve começar ainda na fase adulta, já que a testosterona tem relação direta com a saúde masculina. Assim, quando surgir a indicação, o médico pode sugerir algum tipo de reposição”.

Ainda assim, para manter os níveis ideais de testosterona no organismo feminino, o estilo de vida faz mais diferença do que as receitas mirabolantes, como explica o urologista Henrique Menezes.

“A testosterona começa a cair naturalmente a partir dos 40 anos, cerca de 1% a 2% ao ano. Porém, fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo e sono inadequado podem acelerar essa queda”.

Ainda assim, a reposição precisa ser orientada por um especialista.

“O mais indicado é consultar um urologista. Nem sempre cansaço ou queda de libido estão relacionados à testosterona baixa”.

O urologista Thales Mendes, do Hospital Santa Rita, explica que, ao contrário do que muitas vezes é divulgado na internet, a queda da libido é algo multifatorial. “Estresse, ansiedade, depressão, problemas de relacionamento, uso de medicamentos e doenças crônicas também influenciam”.

O médico afirma que é preciso ter cuidado com esse tipo de conteúdo. “Informações simplificadas se espalham com facilidade, mas podem levar a práticas perigosas”.

Confira o que é Mito e verdade

Tomar sol nos testículos aumenta a testosterona?

Mito. Não há qualquer comprovação científica. A prática, além de ineficaz, pode causar queimaduras, lesões e até aumentar as chances de câncer de pele, já que a pele da região é muito sensível.

A testosterona diminui com a idade?

Verdade. A partir dos 40 anos, os níveis do hormônio caem naturalmente, cerca de 1% a 2% ao ano. No entanto, hábitos de vida inadequados podem acelerar esse processo.

O estilo de vida influencia nos níveis de testosterona?

Verdade. Sedentarismo, obesidade, má alimentação, tabagismo e sono inadequado estão entre os fatores que contribuem para queda do hormônio.

Exercícios físicos ajudam na produção de testosterona?

Verdade. Principalmente atividades de força, como musculação, ajudam a manter níveis saudáveis do hormônio.

A queda de libido é sempre sinal de baixa testosterona?

Mito. A diminuição do desejo sexual pode ter diversas causas, como estresse, ansiedade, problemas emocionais, uso de medicamentos e outras doenças.

O “chip de testosterona” é uma forma de reposição hormonal?

Verdade. Eles são dispositivos subcutâneos que liberam o hormônio no corpo. Porém, é preciso buscar a avaliação de um médico, que saberá indicar um dispositivo seguro.

Todo homem com testosterona baixa precisa fazer reposição hormonal?

Mito. A reposição só é indicada quando há confirmação por exames e presença de sintomas. Nem todo caso exige tratamento, e a decisão deve ser individualizada.

A testosterona está ligada à virilidade masculina?

Em partes. Existe uma relação biológica com libido e função sexual, mas a ideia de “virilidade” associada exclusivamente à testosterona é, em grande parte, cultural, já que ela também tem relação com fatores psicológicos e sociais.

Cansaço em homens é sempre um sinal de testosterona baixa?

Mito. Além dos níveis de testosterona, fatores como rotina e horas de sono devem ser considerados. Um homem pode estar con níveis normais e ainda se sentir indisposto

A reposição hormonal pode ser feita por conta própria, seguindo receitas da internet?

Mito. O tratamento deve ser indicado por um médico, após confirmação por exames e avaliação clínica.

Fonte: Médicos entrevistados.


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