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Eólicas no Agreste: Justiça manda retirar famílias de perto das torres

Acordo homologado pelo TJPE impõe prazos para indenizações e exige controle rigoroso sobre barulho e descarte de óleo em Caetés

O que deveria ser energia limpa, transformou a vida de quem mora perto em pesadelo
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


As gigantescas torres de energia eólica em Caetés, no Agreste Meridional, terão que respeitar novos limites de vizinhança. O desembargador Erik Simões, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), homologou um acordo entre a empresa Ventos de São Clemente e a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). O texto define regras claras para quem vive cercado pelos aerogeradores a cerca de 280 km do Recife.

Mudança e indenização

Segundo o TJPE informou ao Tribuna Online PE, o foco principal são as famílias que moram em um raio de 280 a 1.000 metros das torres. A empresa assumiu o compromisso de realocar esses moradores ou pagar indenizações voluntárias.

Prazos: A saída ou o pagamento deve ocorrer em etapas de 10, 17 e 32 meses.

Escolha: A nova moradia será escolhida pela própria família, desde que o local seja tecnicamente viável para a empresa.

Monitoramento do barulho

A empresa tem até 30 de abril de 2026 para entregar um relatório técnico sobre o ruído provocado pelas pás. Esse documento deve analisar o impacto do som nas residências situadas entre 280 e 500 metros das torres. A partir daí, a análise passará a ser semestral, medindo como a operação afeta a fauna, a flora e a saúde de quem permanece na região.

Lixo químico e estradas

O acordo também mira a poluição invisível. A holding deverá apresentar certificados de que está dando o destino correto aos óleos lubrificantes usados nas máquinas. Além disso, até julho de 2026, um estudo deve avaliar se as estradas vicinais precisam mudar de lugar. O objetivo é garantir que nenhuma via pública passe a menos de 150 metros de um aerogerador.



Multa milionária

Para garantir que o papel vire realidade, o TJPE fixou punições pesadas. Se o acordo for descumprido totalmente, a multa é de R$ 2,5 milhões. Em caso de falhas pontuais em itens específicos, os valores variam entre R$ 50 mil e R$ 500 mil. A decisão extingue os processos que tramitavam sobre o tema, transformando a disputa judicial em uma obrigação de fazer com prazo determinado.

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