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Tradições da Páscoa judaica nesta sexta em Vitória

A Pessach, que celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, será celebrada em evento no centro de Vitória

Judeus se reúnem na sinagoga durante a Pessach: festa inicia quando eles são convocados a fazer uma introspecção
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

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Uma das festas mais tradicionais do cristianismo, a Páscoa é conhecida pelos judeus como Pessach, que significa “passar sobre” e celebra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito há cerca de 3.500 anos.

Para celebrar o período festivo, a Casa de Oração Rechovot, sinagoga judaica localizada no centro de Vitória, vai realizar a cerimônia Hallel de Pessach. A celebração acontece na Praça Pio XII, no mesmo bairro, hoje, a partir das 16 horas.

“São celebrações bastante diferentes, porque na Pessach bíblica não há nenhuma influência de uma cultura estrangeira, apenas o que está relacionado na Bíblia e com as boas tradições judaicas. O afastamento dos mandamentos contidos na Bíblia atraiu tradições com diferentes costumes culturais”, observa Leomar Ramos Pereira, um dos organizadores da atração.

O evento começou com um jantar composto por membros da sinagoga, na última quarta-feira. “Hallel significa no português comum louvor. São as orações bíblicas dos Salmos cantados trazendo em memória os grandes feitos do Eterno (Deus) para com a humanidade”, explica Leomar.

Porém, por causa do espaço limitado, o encerramento acontece em praça pública para que todos tenham a oportunidade de adorar e celebrar a Páscoa judaica. O público em geral também está convidado para conhecer um pouco desta tradição.

“Na praça vai ocorrer o grande Hallel com a banda e o coral Kol HaShem (A voz do Eterno), da Sinagoga Beit Tefilah Rechovot (Casa de Oração Rechovot)”.

Leomar conta que a festa inicia com antecedência, quando os fiéis são convocados a fazer uma introspecção em suas vidas para buscar o verdadeiro arrependimento do pecado.

“Os sete dias são de orações. No primeiro é celebrado como uma grande convocação, onde estamos reunidos à mesa interagindo com utensílios, fazendo as leituras e ouvindo a história bíblica sobre Pessach e saboreando as ervas amargas, os pães ázimos (pão sem fermento). Nos intervalos, é entoada a Palavra cantada. Encerrando com um jantar especial”.

Durante a Pessach, os judeus não comem nada fermentado. “O jantar é composto de alimentos saudáveis, sempre em observação às restrições alimentares para todos os dias. O chocolate não faz parte das observações bíblicas para a festa de Pessach, porque as três principais observações da Páscoa são: o cordeiro, as ervas amargas e o pão sem fermento”, conta Leomar Pereira.



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