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Entenda o resultado o relatório que monitorou a mancha na Praia da Guarderia

De acordo com grupo de trabalho do Ministério Público, paralisação de bomba foi um dos principais motivos do prolema

Entenda o resultado o relatório que monitorou a mancha na Praia da Guarderia
- Praia da Guarderia: nota técnica classifica a área no entorno da manilha de drenagem como imprópria para banho
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Vitor Simões

Vitor Simões é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, com experiência em assessoria de imprensa, produção de reportagens, cobertura de eventos e edição de conteúdo para portais online. Também atua na criação de conteúdo para mídias sociais e possui experiência em rádio.

Última atualização



Um monitoramento acompanhado pelo grupo de trabalho do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) concluiu que a mancha identificada na Praia da Guarderia, em Vitória, tem mais de uma causa.

De acordo com a nota técnica aprovada, que apresenta a avaliação preliminar da balneabilidade da Praia da Guarderia e entorno, o fenômeno resultou, provavelmente, na combinação de fatores ambientais e estruturais.

Dentre os fatores, em especial, está a paralisação temporária da bomba de tempo seco da Estação de Bombeamento de Águas Pluviais (EBAP), entre dezembro e fevereiro.

A interrupção comprometeu a interceptação de contribuições irregulares de esgoto conectadas à rede de drenagem pluvial.

Contribuições difusas de municípios da Região Metropolitana e condições naturais favoráveis à proliferação de microalgas também foram identificadas como possíveis agravantes.

Segundo Marcelo Lemos, promotor de Justiça de Vitória, o grupo de trabalho do MPES buscou uma conclusão que fosse única e cientificamente comprovada e a resposta foi uma: a saída de esgoto clandestino na rede pluvial. Ele explicou como se deu a paralisação da bomba.

“Por uma questão técnica e qualquer ali que a gente precisa analisar melhor, houve a paralisação, o que acabou sobrecarregando o sistema. Tanto que a bomba, quando voltou a funcionar, melhorou a qualidade da água. Fica claro que a gente precisa dessa bomba em funcionamento ali permanentemente até que tenha uma solução definitiva, que é a ligação das redes que ainda não estão ligadas”, detalhou.

A nota técnica classifica a área no entorno da manilha de drenagem como imprópria para banho, em razão do risco à saúde pública devido à presença de fonte pontual ativa de poluição e da variabilidade dos resultados microbiológicos.

Reunião

O Grupo de Trabalho realizará nova reunião na segunda quinzena de maio para avaliar os resultados mais consolidados das coletas.

“O encaminhamento é no sentido que a gente tenha uma metodologia para fazer a balneabilidade em Vitória. É uma metodologia que é apontada pelos biólogos e oceanógrafos e pela Ufes que traz maior segurança”, ressaltou Marcelo Lemos.

Entenda 

Causa

  • Uma mancha escura foi identificada nas imediações da Ilha do Frade e da Guarderia, na região da Curva da Jurema, em fevereiro.
  • O levantamento aconteceu nos meses de março e abril.
  • Segundo o documento, o fenômeno foi resultado provavelmente de uma combinação de fatores ambientais e estruturais.
  • Durante o período, foram realizadas cinco campanhas de monitoramento microbiológico.

Pontos impróprios

  • O Ponto 14, localizado em frente ao Quiosque do Alemão, foi identificado como área sensível, com indícios de contaminação recorrente e origem ainda não plenamente determinada.
  • O local demanda monitoramento contínuo e investigações complementares.
  • A área está classificada como “inconclusivo”.

Recomendações

  • Algumas medidas recomendadas pelo grupo de trabalho são identificação e correção de ligações clandestinas de esgoto.
  • Outra medida é o monitoramento da caixa de tempo seco.
  • A médio prazo, o MPES recomenda a retirada de manilhas de drenagem da faixa de praia.
  • O órgão destaca que as conclusões têm caráter preliminar.
  • Os resultados dos parâmetros físico-químicos coletados ainda estão sendo processados em laboratório.




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