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CARUARU

TJPE apura crimes contra a Justiça após advogada arrastar servidor em capô de carro

Tribunal garante "persecução penal" após resistência a mandado de busca e apreensão em Caruaru; vídeo mostra vítima sobre o veículo em movimento

TJPE apura crimes contra a Justiça após advogada arrastar servidor em capô de carro
- egundo o Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus-PE), a advogada teria avançado com o carro após receber a notificação, obrigando Rodolfo a se segurar no capô para não ser atropelado
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anunciou que vai apurar com rigor a conduta de uma advogada que resistiu a uma ordem judicial e fugiu arrastando um homem sobre o capô do carro, em Caruaru, no Agreste. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (30), o órgão afirmou que os fatos estão sob análise para a “devida persecução penal de eventuais crimes contra a administração da justiça” e contra a integridade física de servidores.

O incidente ocorreu na última terça-feira (28), no bairro do Salgado. O oficial de justiça Marcones Alves Feliciano e o fiel depositário Rodolfo Morais de Gusmão tentavam cumprir um mandado de busca e apreensão do veículo de Fernanda Ferreira de Souza. Segundo o Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus-PE), a advogada teria avançado com o carro após receber a notificação, obrigando Rodolfo a se segurar no capô para não ser atropelado.

Acompanhamento tático e ferimentos

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo branco foge com o homem pendurado, seguido por uma viatura da Polícia Civil que passava pelo local e iniciou um acompanhamento tático. Segundo a delegada Natália Araújo, as vítimas sofreram ferimentos leves e abalo psicológico. O veículo foi apreendido, mas a advogada não foi localizada pelas equipes policiais no dia do ocorrido.

O TJPE reforçou que os oficiais de justiça são agentes públicos essenciais e que as decisões judiciais devem ser respeitadas. A nota do tribunal enfatiza que a análise do caso considera o boletim de ocorrência e a certidão lavrada pelo oficial de justiça, garantindo o devido processo legal para a investigação das circunstâncias da evasão.

Versões em conflito

Em nota de esclarecimento, Fernanda Ferreira de Souza negou que estivesse foragida e afirmou que não recebeu a leitura de qualquer notificação judicial. A defesa da advogada sustenta que o homem envolvido na abordagem não se identificou como agente público.

De acordo com a nota, a advogada acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e, por segurança, engatou a marcha ré, momento em que o indivíduo teria pulado sobre o veículo.

O inquérito policial segue em andamento na Delegacia da 89ª Circunscrição de Caruaru. O caso agora ganha desdobramentos na esfera administrativa do Judiciário, que promete rigor na apuração do ataque à função pública do oficial de justiça.

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