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Economia

ES puxa alta da indústria do País em fevereiro

Crescimento em fevereiro foi o maior do País, reverteu perda de dezembro e janeiro e teve extração mineral como principal impulso

Produção de rochas ornamentais: indústrias extrativas foram as que mais influenciaram o resultado positivo
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização


O Espírito Santo puxou o crescimento da indústria do Brasil em fevereiro, com crescimento de 11,6%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na quinta-feira (9).

A indústria capixaba foi o grande destaque do mês em termos absolutos e segundo lugar em influência para o total da indústria, mostrando alta após dois meses de resultados negativos. O resultado de fevereiro foi o mais intenso desde maio de 2025 (17,5%).

No mês, indústrias extrativas foi a atividade que mais influenciou o resultado positivo do Espírito Santo.

“A indústria capixaba eliminou a perda de 11,3%, acumulada em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, enquanto a indústria gaúcha eliminou quase totalmente a sua perda de 6,8%, acumulada no mesmo período. Ambos os movimentos nos permitem fazer uma leitura compensatória às perdas anteriores”, explicou o analista da pesquisa Bernardo Almeida.

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destacou que o Espírito Santo encerrou 2025 na liderança do crescimento industrial do País e segue mantendo esse ritmo no início de 2026.

“A indústria extrativa continua sendo um pilar estratégico desse desempenho, sendo determinante para os bons resultados que o Estado vem apresentando e para a consolidação do Estado como um dos principais polos industriais e energéticos do País”, afirmou.

Na avaliação dele, ao mesmo tempo, o agravamento das tensões geopolíticas e a alta do preço do petróleo tendem a pressionar custos logísticos e de produção.

“Isso afeta tanto as importações, com insumos mais caros, quanto as exportações, podendo reduzir a competitividade dos nossos produtos no mercado internacional. Por isso, acompanhar esse cenário será fundamental para os próximos meses”.

Entre janeiro e fevereiro, a produção industrial brasileira cresceu 0,9%, na série livre de influências sazonais, com 11 dos 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional apresentando resultados positivos.

Além do Espírito Santo, o maior avanço foi registrado no Rio Grande do Sul (6,7%).

Os números 

  • 0,9% cresceu a indústria nacional
  • 11,6% cresceu a indústria capixaba

Saiba Mais 

A pesquisa

  • O Espírito Santo e o Rio Grande do Sul puxaram a indústria brasileira em fevereiro, frente a janeiro, mostram os dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), do IBGE.
  • Na média nacional, a produção subiu 0,9% nessa base de comparação.
  • A indústria capixaba cresceu 11,6% em fevereiro, ante janeiro, e eliminou a redução de 11,3% dos dois meses anteriores. A taxa foi a maior desde maio de 2025 (17,5%).
  • Neste mês, indústrias extrativas foi a atividade que mais influenciou o resultado positivo do Espírito Santo.
  • Do ponto de vista geográfico, o terceiro maior impacto para a indústria brasileira na passagem entre janeiro e fevereiro foi São Paulo, com alta de 0,5%.
  • Por outro lado, Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) apresentaram os recuos mais elevados no mês, com o primeiro local intensificando a perda observada no mês anterior (-0,8%); e o segundo marcando o quarto mês seguido com queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%.


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