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Economia

Lista nacional dos “aumentos abusivos” de combustíveis traz cidade do ES

O governo federal divulgou lista com 62 municípios, entre eles Colatina, com suspeita de alta desproporcional no valor do óleo diesel

Lista nacional dos “aumentos abusivos” de combustíveis traz cidade do ES
- Polícia Federal e Procon fizeram operação também na Grande Vitória
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização


Colatina foi uma das 62 cidades listadas na última terça-feira (17) pelo governo federal como prioritárias para que seja feito um trabalho detalhado de fiscalização, por suspeita de aumento abusivo no preço do diesel.

O documento foi elaborado a partir de recursos de inteligência de dados que compilaram as variações de preços entre duas semanas específicas: de 22 a 28 de fevereiro e de 8 a 14 de março, período que concentrou a instabilidade no mercado internacional de petróleo.

Os dados apontam que a alta é resultado de um movimento nacional. Dos 60 municípios, 12 são do Sudeste, 11 do Sul, 12 do Centro-Oeste, 11 do Norte e 16 do Nordeste.

A tese do governo é a de que distribuidoras de combustíveis se anteciparam à crise internacional e fizeram aumentos abusivos e injustificados, antes mesmo da alta anunciada pela Petrobras no preço do diesel.

Segundo o governo, também há sinais de que houve alta nos preços não apenas nos postos de combustíveis, mas em etapas anteriores da cadeia, como nas refinarias e distribuidoras, o que levanta dúvidas sobre a origem dos preços na bomba.

A ideia é que este seja um ponto de partida operacional que direcione a atuação de instituições como Procons estaduais e municipais e outras entidades do sistema de defesa do consumidor.

Na cadeia de combustíveis, o preço final ao consumidor é formado por várias etapas, desde a produção ou importação do combustível, até a distribuição e revenda. O foco está justamente em identificar em qual ponto dessa cadeia teria ocorrido o aumento e se ele foi justificado por custos reais.

Nas cidades prioritárias, a fiscalização foi orientada a solicitar notas fiscais de aquisição de combustíveis desde fevereiro, verificar a origem do produto nas bombas e comparar preços de compra e venda. Caso sejam identificadas irregularidades, serão aplicadas sanções administrativas.

A reportagem procurou a Prefeitura de Colatina, o Sindipostos-ES e o Procon-ES, mas as entidades não se manifestaram sobre o tema até o fechamento desta edição. O Procon-ES já havia realizado, na última quarta-feira, uma operação em conjunto com a Polícia Federal para fiscalizar preços em postos de combustíveis em Vila Velha.

Saiba Mais 

Algumas das cidades na lista

Além de Colatina, a lista reúne capitais de estados e do Distrito Federal: Brasília (DF), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

Entre os casos mais relevantes, aparecem ainda Araguaína (TO), Feira de Santana (BA), Guarapuava (PR) e Nova Friburgo (RJ), todos com variações acima da média no período analisado.

O nordeste é a região com mais cidades na lista: 16, incluindo Feira de Santana (BA) e Itabuna (BA).


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