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Economia

Falta de mão de obra leva empresários a buscar soluções na tecnologia

Escassez de mão de obra acelera uso de tecnologia e autoatendimento no comércio capixaba

Falta de mão de obra leva empresários a buscar soluções na tecnologia
- Tecnologia e autoatendimento ganham espaço no comércio diante da falta de mão de obra
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

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Problema destacado por praticamente todos os setores no Espírito Santo e no País, a escassez de mão de obra tem levado empresários a buscar a tecnologia para tentar reduzir o problema.

Conforme explica José Carlos Bergamin, vice-presidente da Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), o chamado “apagão de mão de obra” tem sido contornado em setores em que a operação permite maior incorporação de tecnologia.

“Ainda assim, estamos longe de substituir trabalhadores em larga escala por robôs humanizados. A automação, por ora, concentra-se sobretudo em tarefas repetitivas e de menor complexidade”, contou.

Sistemas de autoatendimento, processos robotizados, softwares de gestão e inteligência artificial são ferramentas que vêm sendo implementadas tanto em grandes indústrias quanto no varejo, destacou Kleber Alves, especialista em carreiras e diretor da Educavix.

O sócioproprietário da Padaria e Confeitaria Monte Líbano, Flávio Mendes conta que precisou adotar novos formatos de atendimento para diminuir o impacto com a falta de mão de obra.

Na loja da Monte Líbano na Praia do Canto, em Vitória, já é adotado o modelo de “self-checkout ”, ou seja, o autoatendimento.

“Antes eu tinha quatro pessoas trabalhando no caixa pela manhã e seis à tarde. Agora, eu tenho duas pela manhã e três à tarde. O que substituiu? O self-checkout. Não resolve a questão do serviço, da atenção ao cliente, mas em algumas atividades a gente faz”.

No setor de serviços, a escassez de mão de obra tem feito até mesmo surgir os chamados “robôs-garçons”.

A iniciativa tem sido motivo de grande investimento em outros países que também lidam com falta de mão de obra, como o Japão, onde já há máquinas sendo utilizadas pela Skylark Holdings, maior rede de restaurantes familiares do Japão, com cerca de 3.100 unidades.

No Espírito Santo, o Mahai Restaurante Serra chegou a investir R$ 100 mil na tecnologia, que virou atração entre os clientes.


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