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Cidades

Viagens do trem de passageiros da Vale são suspensas devido a protesto em MG

Paralisação impacta os dois sentidos; passageiros que tiveram a viagem cancelada podem solicitar o reembolso ou remarcação dos bilhetes

Segundo a Vale, protesto não tem relação com a operação ferroviária
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



As viagens do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Vale, foram suspensas na manhã desta segunda-feira (9). De acordo com a empresa, a paralisação impacta os dois sentidos e é causada por uma manifestação que interdita a linha férrea na região de Tumiritinga, em Minas Gerais. 

Ainda segundo a companhia, o protesto não tem relação com a operação ferroviária e passageiros que tiveram a viagem cancelada podem solicitar o reembolso ou remarcação dos bilhetes.

“Cabe destacar que o reembolso do valor da passagem é realizado de acordo com a forma de pagamento utilizada na compra. Para pagamentos efetuados com cartão de crédito, o prazo para estorno está sujeito às regras e aos prazos da operadora do cartão. Mais informações sobre passagens podem ser obtidas pelo canal de atendimentos 0800 285 7000″, explicou a Vale, por nota.

A manifestação realizada na linha férrea faz parte da Jornada Nacional de Luta das mulheres Sem Terra, que teve início no domingo (8) e deve seguir até quinta-feira (12). Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mais de 700 pessoas realizaram o trancamento dos trilhos. 

“As mulheres Sem Terra buscam denunciar o descaso e a impunidade, cobram da justiça brasileira que o crime cometido pela Samarco há 10 anos em Mariana seja julgado e que sua condenação signifique não só a reparação e os direitos garantidos de todas as pessoas e comunidades atingidas, mas também desenvolva ações de restauração ambiental e agroecológica da bacia do Rio Doce”, diz a nota do movimento. 

Em Anchieta, terras da Samarco também foram ocupadas por cerca de 300 familias, em sua maioria mulheres, com o mesmo objetivo da interdição em Minas Gerais. O MST apontou que o município tem um volume expressivo de reclamações trabalhistas com violações sistemáticas de direitos. 


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