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ECONOMIA

OAB-ES aperta cerco contra golpe do falso advogado

Proposta que prevê pena de até oito anos de prisão para golpista e também a prevenção a fraudes será votada nas próximas semanas

Golpistas utilizam dados de processos em tramitação na Justiça para enganar vítimas por meio do WhatsApp

Última atualização



Diante do avanço das fraudes conhecidas como “golpe do falso advogado”, a Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES) intensificou sua atuação para conter esse tipo de crime.

A estratégia reúne articulação legislativa, medidas de segurança tecnológica, cooperação com órgãos de investigação e ações judiciais contra empresas de tecnologia e telecomunicações.

Um dos principais resultados desse movimento é o Projeto de Lei 4709/2025, de autoria do deputado federal Gilson Daniel e apresentado a partir de iniciativa direta da OAB-ES.



A proposta está em tramitação avançada na Câmara dos Deputados e deve ser votada em plenário nas próximas semanas.


Punição

O projeto cria mecanismos específicos para prevenir e punir fraudes em que criminosos se passam por advogados ou utilizam dados de processos para enganar vítimas e solicitar pagamentos indevidos.

Entre as medidas previstas estão a tipificação penal da prática, com pena que pode chegar a oito anos de prisão, além de instrumentos para reforçar a segurança digital nos sistemas judiciais.

Para a presidente da OAB-ES, Erica Neves, o avanço da proposta representa um passo importante no enfrentamento ao problema.



“Não estamos apenas reagindo a um crime que vem se multiplicando. Estamos construindo soluções estruturais. A aprovação do projeto será uma resposta concreta à sociedade e à advocacia”, afirma.

No Espírito Santo, o cenário reforça a urgência da medida. Dados consolidados pela Ordem apontam quase mil casos registrados, muitos deles com métodos cada vez mais sofisticados, como clonagem de voz, uso indevido de informações processuais e simulação de comunicação profissional.

Além da articulação no Congresso, a OAB-ES também provocou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para reforçar a segurança nos sistemas judiciais.

A iniciativa resultou na definição de prazo para que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo implemente autenticação multifatorial no sistema PJe, ampliando a proteção dos dados processuais.

A entidade também liderou a criação de um comitê interinstitucional permanente com o Tribunal de Justiça, Ministério Público e Polícia Civil. O grupo atua no monitoramento dos casos, na troca de informações e no fortalecimento das investigações.

Espírito Santo

De acordo com dados consolidados pela OAB, no Espírito Santo o cenário reforça a urgência da medida. Já são quase mil casos registrados, muitos deles envolvendo métodos cada vez mais sofisticados, como clonagem de voz, uso indevido de dados processuais e simulação de comunicação profissional.



Conjunto de medidas integradas para enfrentar o golpe

Segurança tecnológica nos tribunais

A OAB-ES provocou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e conseguiu prazo para que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo implemente autenticação multifatorial no sistema PJe, reforçando a proteção de dados processuais.

Comitê interinstitucional permanente

Em parceria com TJES, Ministério Público e Polícia Civil, foi criado um comitê específico para monitoramento dos casos, troca de informações e fortalecimento das investigações.

Ação judicial contra empresas de tecnologia e telecomunicações

A Seccional ingressou com ação civil pública na Justiça Federal contra operadoras e contra a empresa responsável pelo WhatsApp (Meta), pleiteando mecanismos mais ágeis de bloqueio de contas e números utilizados em fraudes.

Campanhas de conscientização e canal de denúncias

A OAB-ES lançou cartilha educativa, campanhas informativas e um formulário próprio para recebimento de denúncias, ampliando a coleta de dados e fortalecendo o enfrentamento institucional.

Articulação contínua com órgãos públicos

A entidade mantém diálogo permanente com CNJ, órgãos de segurança e representantes do Legislativo para aprimorar medidas preventivas e garantir resposta coordenada ao problema.

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