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Operação mira quadrilha que movimentou R$ 4 milhões com “gatonet” no ES

Nove suspeitos foram presos na Grande Vitória e outros quatro no RJ, SP e DF

Operação mira quadrilha que movimentou R$ 4 milhões com “gatonet” no ES
- Durante a operação, foram apreendidos aproximadamente R$ 1 milhão e setecentos mil em espécie
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

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Uma operação da Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (10), nove suspeitos na Grande Vitória, investigados por integrar uma organização criminosa que comercializava irregularmente sinais de televisão por aparelhos de IPTV, popularmente conhecido como “gatonet”. Segundo a investigação, mais de 250 pessoas físicas e jurídicas estão envolvidas na quadrilha, que já movimentou valores que ultrapassaram R$ 4,2 milhões.

De acordo com Polícia Federal, o grupo utilizava um site para vender pacotes de acesso a domínios de sinais digitais, como canais de TV por assinatura, séries e filmes, sem licença ou autorização dos titulares dos direitos. Eram oferecidos mais de 1.200 canais de conteúdo audiovisual, liberados aos usuários mediante ao pagamento do valor do pacote. 

Durante o cumprimento dos mandados, ainda, foram apreendidos aproximadamente R$ 1 milhão e setecentos mil em espécie, oito veículos de luxo e uma motocicleta, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, além de 22 aparelhos celulares, notebooks, discos rígidos (HDs), documentos, relógios e um computador de alta performance utilizado para hospedar a página ilegal.

Além dos suspeitos presos no Espírito Santo, outras quatro pessoas foram presas no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, investigadas por integrar a quadrilha. 

Rede estruturada

As investigações apontam que o grupo atuava de maneira coordenada em uma rede estruturada de atividades ilícitas. Os pagamentos dos pacotes para acesso aos sinais digitais eram recebidos por meio de transferências via Pix. Diante dos montantes, as movimentações financeiras foram identificadas como incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, que não apresentam registro formal de emprego ou empresa.

Os suspeitos disponibilizavam o acesso ao conteúdo ilícito por meio de computadores, smartphones, smart TVs, tablets ou equipamentos do tipo TV Box, equipados com aplicativos destinados à recepção e decodificação de sinais transmitidos de forma não autorizada.

Segundo a PF, ainda, os suspeitos além da utilizavam empresas de fachada para dissimular a origem dos recursos, e os valores recebidos pelos pacotes de IPTV eram repassados imediatamente para contas de terceiros e familiares, a fim de driblar a investigação. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de comercialização ilegal de sinal de televisão por protocolo de internet (IPTV), violação de direitos autorais, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

A Polícia Federal alertou, ainda, que sites e aparelhos de IPTV podem representar uma ameaça à segurança cibernética dos usuários, já que os dados neles inseridos ficam expostos à instalação de malwares, possibilitando a prática de fraudes financeiras e outros crimes.



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