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Ciência e Tecnologia

Parcerias, treinamentos e custos influenciam ritmo de adoção de IA nas empresas

Empresas aceleram adoção da IA com parcerias, mas avanço ainda é desigual entre grandes e pequenas

Parcerias, treinamentos e custos influenciam ritmo de adoção de IA nas empresas
- Empresas investem em parcerias e qualificação para avançar no uso da IA
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

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Visando estar preparadas e terem processos mais claros para lidar com a Inteligência Artificial (IA), grandes empresas, principalmente, estão fazendo parcerias com startups e empresas de tecnologia, e também investindo em qualificação de seus profissionais.

A adaptação à IA está acontecendo em ritmos muito diferentes, a depender das empresas, de acordo com Fernando Otávio Campos, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES).

“As grandes empresas avançam com equipes dedicadas, consultorias e integração da IA em análise de dados, comercial e processos. Já as pequenas ainda entram mais por ferramentas prontas, gratuitas ou de baixo custo, muitas vezes já embutidas nos sistemas que usam”, avaliou.

Atualmente, 13% das empresas brasileiras com mais de 10 pessoas ocupadas dizem usar IA, mas, entre as grandes, esse índice sobe para 38%, destacou Campos.

Muitas empresas formam parcerias com outras companhias para ter treinamento e qualificação para o uso formal da IA na organização, destacou Frederico Comério, CTO e head de Inteligência Artificial na Intelliway Tecnologia.

“Programas de reskilling, parcerias educacionais e workshops no local de trabalho elevam a produtividade e a adoção, ajudando a romper as barreiras culturais”, disse.

O Banestes, por exemplo, tem parceria com a startup Aumo, ligada à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e implementou a plataforma customizada Sab.IA, contribuindo para atendimentos mais ágeis e eficazes aos usuários.

“Tem uma série de aplicações, hoje em uso mais interno. Nós estamos botando toda a base normativa do banco nessa IA para ajudar os nossos gerentes que fazem o negócio a realizar essas operações. Isso acelera os processos. A parceria com uma startup ajuda muito a gente exatamente a acelerar o uso da IA”, explicou o diretor de relações com investidores (CFO) do Banestes, Sílvio Grillo.

O Brasil precisa ampliar financiamento, treinamento e incentivos para acelerar a entrada da IA nas pequenas empresas, destacou Campos. “Os principais desafios são custo, falta de mão de obra qualificada, dificuldade de integrar a IA à rotina da empresa e pouco apoio prático para os pequenos negócios”.

Estratégias 

Parcerias até com startups

Uso da IA sem treinamento

  • Pesquisas mostram que aproximadamente 70% dos trabalhadores brasileiros estão usando IA diariamente — a grande maioria de forma muito superficial, mas menos de 30% com treinamento formal.
  • Empresas podem investir em cursos internos e plataformas de ensino especializadas.
  • Programas de reskilling, parcerias educacionais e workshops no local de trabalho elevam a produtividade e a adoção da tecnologia, ajudando a romper as barreiras culturais.

Estratégias de integração da IA

  • Empresas de diversos setores, como varejo, saúde e indústria, estão adotando automação inteligente (normalmente com agentes de IA) para integrar IA em fluxos cotidianos, reduzindo tempo de tarefas de maneira significativa.
  • Normalmente, o começo se dá com ferramentas que automatizam antigas planilhas e otimizam atendimento ao cliente.

Parcerias

  • Muitas empresas formam parcerias com startups para acelerar o uso da IA na organização. Isso é crucial porque traz expertise externa, reduz riscos de desenvolvimento interno e fomenta inovação de fronteira, superando a baixa adoção inicial via provas de conceito e ecossistemas colaborativos.

Desafios na implementação

  • Os maiores obstáculos incluem falta de dados de qualidade, integração com sistemas antigos, escassez de profissionais qualificados e questões de privacidade e governança, especialmente em setores regulados, como bancos e saúde.
  • Há também alguma resistência cultural, com medo de perda de empregos, exigindo abordagens holísticas que combinem tecnologia, treinamento e mudança de mentalidade para garantir resultados práticos.

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