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Economia

Projeto de novo porto com 4 terminais em Vila Velha

Projeto voltado ao descomissionamento de plataformas prevê negócios da ordem de R$ 601 milhões para fornecedores

Plataforma de petróleo: desmontagem de estruturas vai movimentar a economia, com novas atividades
Foto de perfil de Rafael Guzzo

Rafael Guzzo

Rafael Guzzo Peres é jornalista formado pela Universidade Vila Velha (UVV) e graduado em Marketing Político e Comunicação Eleitoral pela Estácio de Sá. Foi colunista de Economia e Negócios da Rede Tribuna por oito anos, à frente da coluna Dia a Dia do jornal A Tribuna; e desde 2017 é editor de Economia, tendo assumido também a seção de Política em 2020.

Última atualização


O projeto do Porto Nova Holanda, com quatro terminais voltados ao descomissionamento de plataformas de petróleo em Vila Velha, será apresentado a empresários no próximo dia 23 durante um encontro de negócios promovido pelo Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).

O empreendimento será construído entre a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (Eames) e a Prainha da Glória, em Vila Velha. A apresentação ficará a cargo do superintendente do projeto, Hugo Marques.

Segundo o diretor do CDMEC Carlos Sena, o objetivo do encontro é aproximar empresas do Estado das oportunidades de negócios ligadas à implantação do porto. Segundo ele, os investidores têm interesse em ampliar a participação de fornecedores capixabas nas futuras contratações.

Sena afirmou que o projeto envolve uma carteira de oportunidades em torno de R$ 511 milhões para empresas fornecedoras apenas na construção do píer dos terminais, além valores adicionais, na dragagem e no corte de rocha, de R$ 30 milhões e R$ 60 milhões, respectivamente. Ou seja, um montante de R$ 601 milhões.

Segundo ele, parte das contratações está relacionada a serviços como dragagem, corte de rochas e outras etapas necessárias à implantação da estrutura portuária.

Ele contou ainda que o empreendimento passa por uma nova etapa de licenciamento. O projeto chegou a ter licenças para outra finalidade, mas não avançou na ocasião. Agora, os investidores retomam a iniciativa com foco no mercado de descomissionamento de plataformas offshore.

A atividade consiste na desmontagem de estruturas instaladas no mar após o encerramento de sua vida útil, mercado que deve ganhar relevância nos próximos anos com o aumento do número de plataformas que se aproximam do fim de operação.

A apresentação do porto será o principal tema do próximo Encontro de Negócios do CDMEC, entidade que passou por mudança de gestão em março. A nova diretoria, disse Sena, pretende realizar eventos periódicos para conectar empresas associadas a investimentos em andamento no Estado e ampliar as oportunidades de networking e criação de negócios.

O encontro terá 72 vagas e reunirá representantes do setor industrial, fornecedores e empresários interessados em oportunidades ligadas aos segmentos de infraestrutura, logística, petróleo e gás.

Mineiros já buscam espaço

O interesse de empresas de outros estados pelas oportunidades ligadas ao Porto Nova Holanda foi um dos fatores que levaram o Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC) a incluir o empreendimento na programação de seu próximo encontro de negócios.

Segundo o diretor da entidade, Carlos Sena, representantes do projeto relataram já ter recebido delegações empresariais de Minas interessadas em participar das futuras contratações ligadas à implantação do porto.

A avaliação do CDMEC é que muitas empresas locais ainda desconhecem o volume de serviços e investimentos que poderão ser demandados pelo empreendimento nos próximos anos. Por isso, a entidade pretende usar o evento para aproximar empresários do projeto e ampliar a participação de fornecedores do Estado.

Segundo Sena, parte das oportunidades envolve obras de infraestrutura, preparação da área, dragagem e outros serviços necessários para a implantação dos terminais. Ele afirmou ainda que alguns contratos exigirão empresas com estrutura patrimonial compatível com o porte dos serviços.

Em alguns casos, a exigência pode levar à formação de consórcios entre fornecedores para viabilizar a participação em licitações e contratações de maior valor.


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