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Plenário

“Política não rima com arrogância”, aponta Ricardo Ferraço

Governador ainda evitou tomar lado na disputa presidêncial: "Não cabe ao governador do Estado ser oposição"

“Política não rima com arrogância”, aponta Ricardo Ferraço
- Wanderson Bueno, Ricardo Ferraço, Gilson Daniel, Renato Casagrande e Rose de Freitas
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Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

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A convenção partidária do Podemos, liderada pelo presidente Gilson Daniel, reuniu mais de mil pessoas e serviu para homologar os nomes dos candidatos à Câmara Federal e Assembleia, além de endossar apoio a Casagrande (PSB) e Rose de Freitas (MDB) ao Senado, e Ricardo Ferraço (MDB) ao governo.

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Após o evento, o governador falou à coluna sobre estar aberto para conversar com todos. “Política é diálogo, é ter humildade. Estamos abertos para construir isso. Vamos aguardar os acontecimentos e estaremos à disposição. Política não rima com arrogância, mas sim com humildade”.

Também apontou sobre a disputa presidencial. “Acho que quem tem a possibilidade de liderar um estado precisa ter dimensão dessa responsabilidade. Ao longo de todos esses anos em que nós ‘sacudimos a poeira’, não vimos o Estado perder tempo com essas questões, que ainda que sejam relevantes, são acessórias. Quando parte para um movimento que não seja assim, pode levar todos ao isolamento”.

Papel não é de oposição

Ao ser indagado sobre a corrida presidencial, Ricardo tem repetido que “está do lado do Espírito Santo”. Ontem, voltou a discursar nessa linha:

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“Eu sou 100% capixaba. Precisamos como governador estar preparados para governar o Estado com quem os capixabas decidirem que vai levar as eleições para a Presidência da República. Não é papel de governador fazer oposição, mas sim trabalhar para transformar a vida das pessoas”, ressaltou o emedebista.

Presidência é incógnita

A disputa presidencial ganhou força dias atrás após a visita de Flávio Bolsonaro ao Estado. Apesar de o PSB integrar o palanque nacional de Lula, o ex-governador Casagrande afirmou que a estratégia no Espírito Santo ainda não está definida:

“Vamos dialogar com a coordenação da campanha do Lula. O MDB com Ricardo não fará coligação com nenhum pré-candidato ao Planalto. Vou ver a melhor forma de participar, ainda não dialoguei com o partido”.

Jogo está embaralhado

Uma reunião ontem entre lideranças do PSD apontou que o partido pode não estar “tão” embarcado no projeto do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Rep) ao governo, sobretudo após a chegada do PL à coligação.

Conforme já destacado neste espaço, o PSD de Renzo entende que tem perdido influência no meio desse grupo, e que galgar “somente” a vice de Pazolini, com Lívia Vasconcelos, é menos do que gostariam.

“Nós” avisamos…

O PSD afirma ter tamanho para ser protagonista, inclusive lançando candidatos ao governo e Senado. Meneguelli, nome ao Senado, não vê com bons olhos a união com o PL.

Magno Malta também não é entusiasta da candidatura do deputado, pois tem receio que atrapalhe Maguinha.

Sob sigilo, integrantes do Palácio lembraram que Meneguelli chegou a ser convidado para disputar o Senado por uma sigla da base, mas recusou.

“É preciso entender o movimento do PSD”

Na convenção do Podemos, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) afirmou à coluna que ele e Ricardo Ferraço (MDB) vão dialogar com todas as legendas dispostas a conversar:

“Estamos abertos ao diálogo. Com todos os partidos. Estamos no prazo de conversas. Não há nenhuma restrição ao diálogo. É lógico que é preciso saber qual é o sentido e objetivo do movimento do PSD, mas estamos abertos”.

Sobre a presença de quadros no PSD, destacou não haver entraves ao nome de ninguém. “Quem está falando pelo partido é o Renzo Vasconcelos, se alguém procurar para dialogar acho que deve ser o presidente”.

Torcida grande

Sergio Vidigal (PDT) e Sueli Vidigal (PDT) também marcaram presença na convenção do Podemos, já que o filho, Serginho Vidigal, é pré-candidato à Câmara Federal pelo partido.

Foi, inclusive, o nome que mais tirou gritos, aplausos, apitos e buzinas do público presente no auditório do Palácio do Café, em Vitória.

Falando em apoio…

Quem também teve o nome gritado mais de uma dezena de vezes foi o pré-candidato Tião do Jaburu, que deve assumir vaga na Câmara de Vitória por conta da possível cassação de mandato de Baiano do Salão.

A insistência chegou a tirar gargalhadas.

Representou…

O presidente do Podemos em Vitória, Pedro Sarkis, estava com o gogó em dia. Por conta de problemas no microfone, teve que impostar a voz no auditório. Foi difícil, mas deu certo!

Ausências sentidas

Ausências do senador Marcos Do Val (Avante) e do deputado Evair de Melo (Rep) chamaram atenção no evento do PL no sábado.

Recentemente, Do Val anunciou, de forma equivocada, uma aliança com o PL para ser possível nome ao governo.

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