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Economia

Evento do Ibef destaca migração das mulheres para o empreendedorismo

Evento apontou migração das mulheres para empreendedorismo, além das qualidades e desafios na gestão de equipes e negócios

Evento do Ibef destaca migração das mulheres para o empreendedorismo
- Ana Paula Vescovi defendeu a liderança feminina como complementar, unindo cuidado e acolhimento a competências estratégicas

Última atualização


Inspirar, conectar e abrir espaço para discussões que impactam diretamente o presente e o futuro dos negócios. Esse foi o tom do Conecta Mulher, evento realizado na Fucape, na última quinta.

Reunindo lideranças femininas, a iniciativa trouxe reflexões sobre desafios e oportunidades no mercado de trabalho, com destaque para escassez de mão de obra, reforma tributária e o papel da mulher como diferencial competitivo.

Uma discussão foi sobre a migração de mulheres para o empreendedorismo e a perda de espaço no mercado formal diante da sobrecarga de responsabilidades.

A abertura ficou por conta de Gisélia Freitas, que deu as boas-vindas e agradeceu a presença das participantes. O presidente do Instituto Brasileiro dos Executivos de Finanças (Ibef-ES), Alecsandro Cassassi, reforçou o orgulho em ver tantas mulheres reunidas.

No painel, mediado por Gisélia, Ana Paula Vescovi e Patrícia Chieppe, Ana Paula defendeu a liderança feminina como complementar, unindo cuidado e acolhimento a competências estratégicas.

“No meu time, sou a única mulher entre homens, e acredito que nossa presença agrega equilíbrio e diferenciação.” Já Patrícia destacou o desafio de conciliar múltiplos papéis. “Quem nunca quis desistir? É muito desafiador equilibrar tudo, mas estamos tirando essa diferença com louvor.”

Ana Paula e Patrícia abordaram ainda a falta de profissionais qualificados. Para Patrícia, a solução está em estratégias criativas e na formação de novos talentos. “Trazemos gente que não é do mercado logístico e treinamos. É um desafio, mas possível de superar.”

Ana Paula destacou fatores estruturais para o cenário, como o envelhecimento da população, a entrada de menos jovens no mercado e o comportamento da geração Z, que prioriza modelos flexíveis como o home office, especialmente na área de tecnologia.

A conversa abordou a reforma tributária. Ana Paula avaliou que a mudança trará avanços, mas ressaltou a complexidade da transição.


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