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Internacional

Velório de Mujica é prorrogado para a chegada de Lula, diz jornal uruguaio

Segundo o jornal El Observador, o velório foi adiado para que os presidentes Lula e Boric (Chile) chegassem a tempo; ambos estavam em Pequim

Em um de seus últimos encontros, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva concedeu a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul ao ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. 05/12/2024

Última atualização


O funeral do ex-presidente do Uruguai José Mujica foi alterado nesta quarta-feira, 14, para que Luiz Inácio Lula da Silva possa chegar a tempo em Montevidéu.

O jornal El Observador disse que o velório, que terminaria às 15 horas desta quinta (15), foi estendido por mais duas horas para a chegada do brasileiro e do presidente chileno Gabriel Boric. Os dois líderes se encontravam em Pequim, na China, para a Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a China.

Ontem, milhares de uruguaios se despediram de Mujica em um cortejo fúnebre que percorreu as ruas de Montevidéu – o caixão passou lentamente em uma carroça puxada por cavalos. “Obrigado, Pepe!”, gritaram alguns. Outros choraram. Muitos carregavam faixas ou vestiam camisetas pretas com frases célebres do ex-presidente, como “No me voy, estoy llegando” (Não estou indo embora, estou chegando, em tradução livre). Das sacadas dos prédios, aplausos enquanto o cortejo passava.

O ex-guerrilheiro, que se tornou referência da esquerda latino-americana, morreu na terça-feira, 13, aos 89 anos, em decorrência de um câncer no esôfago. O corpo foi levado para o Congresso, onde está sendo realizado o velório aberto ao público. O governo decretou três dias de luto oficial.

Após pouco mais de 24 horas de velório público, Mujica terá seu último desejo atendido: será cremado e enterrado em sua chácara, em Rincón del Cerro, ao lado de sua cachorrinha, Manuela, fiel companheira de entrevistas, que morreu em 2018 aos 22 anos.

Reverência

A partida do “presidente mais pobre do mundo”, como era frequentemente descrito em manchetes internacionais, desencadeou uma onda de mensagens de líderes latino-americanos e figuras da esquerda internacional.

Lula, seu grande amigo e aliado regional, destacou “sua grandeza humana” e fez questão de comparecer ao velório. “Pretendo ir ao enterro do Mujica porque acho que o mínimo que a gente tem de fazer é se despedir das pessoas que serviram de referência para a gente com demonstração de muita dignidade e de muito respeito”, disse o presidente brasileiro, durante sua visita a Pequim.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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