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Cidades

Confira alguns nomes que eram comuns e não são mais usados

Josefa, Raimundo e Sebastiana, por exemplo, que já foram muito escolhidos em décadas passadas, passam hoje por declínio no uso

Nomes que marcaram gerações, como Josefa e Raimundo, aos poucos saem de uso, quanto escolhas modernas e inusitadas, como Palo e Mavie, chamam atenção dos pais hoje.
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

Última atualização


Não são todos os nomes que permanecem populares e são considerados na hora de escolher o nome de um filho, como acontece com Maria, João e José. Alguns simplesmente param de ser usados, a exemplo de Josefa, Raimundo e Sebastiana.

Tendo como base os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registra todos os nomes atribuídos a bebês no País entre 1910 e 2013, A Tribuna descobriu quais nomes foram “desaparecendo” no último século.

Raimundo, por exemplo, que teve seu auge na década de 60, obteve seu menor número de registros nos anos 2000. Outros exemplos de nomes quase “esquecidos” são Josefa e Sebastiana. Ambos eram muito comuns entre as décadas de 1930 e 1940, mas hoje passam por declínio.

Um outro mapeamento – feito pela revista Crescer – encontrou mais de 1.080 nomes que não são registrados há mais de 100 anos. É o caso de Adolphe, Clariece, Daphene, Dorothee, Editha, Francille, Fredie, Geneve, Leonise, Margorie e Octaviana.

“É notório quando um nome começa a cair no esquecimento. No Estado, por exemplo, já se registrou muito Davi, Arthur e Lara, e hoje a tendência são nomes tradicionais, como Maria. Mas estamos recebendo muitos registros do nome Mavie, que foi dado a uma das filhas do craque Neymar”, afirma Fabiana Aurich, vice-presidente do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg-ES).

Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo, os pais recebem uma orientação quando vão registrar o nome de um bebê.

“Qualquer nome pode ser dado, salvo se puder gerar constrangimento à criança. O oficial ainda pode rejeitar nomes que exponham a criança ao ridículo e sejam constrangedores”, conta.

A psicóloga Sátina Pimenta reflete que a escolha de um nome para o filho é tomada a partir da busca de algum significado que essa palavra tem para os pais.

“Há uma expectativa de reconhecimento desses pais para que aquele nome diga algo sobre aquela criança. Mas, ao crescer, ela pode não se ver adequada a ele. Pode ser porque se tornou algo jocoso, e aí as pessoas fazem bullying ou por aquele nome não ser compatível com aquilo que ela deseja para a vida dela, como, por exemplo, a possibilidade de mudança de nome a partir da lógica de gênero”.

Polêmica

Atriz foi criticada por dar nome exótico ao filho


Se por um lado há nomes que foram esquecidos, por outro há aqueles que acabam entrando ou voltando à moda. É o caso de Enzo, Gael, Maite e, muito provavelmente, o até então exótico Palo, que ganhou o noticiário recentemente.

Isso porque esse foi o nome escolhido pela atriz Mariana Rios para o seu primeiro filho, fruto do relacionamento com o economista Juca Diniz.

O anúncio movimentou a internet e rendeu duras críticas à artista. De acordo com o Censo Demográfico 2010, há 689 brasileiros registrados com esse nome, que tem origem espanhola.

Após os comentários, Mariana voltou às redes sociais para refletir sobre o verdadeiro peso de um nome. “Palo, meu filho, mamãe está aqui gravando esse vídeo para você assistir daqui a alguns anos, quando entender sobre o seu nome. O nome pode ter significado ou não, porque quem faz o nome somos nós”, disse.

Nomes em desuso em 100 anos

Nome — Último registro

Adolphe — 1917

Alberdia — 1911

Alfretta — 1917

Alfio — 1919

Alyene — 1925

Araminta — 1919

Audine — 1917

Audy — 1920

Babe — 1917

Bertice — 1919

Byrd — 1919

Clariece — 1920

Dellie — 1914

Daphene — 1924

Dorothee — 1918

Duard — 1924

Edia — 1920

Editha — 1916

Emerine — 1918

Ersel — 1916

Estus — 1919

Felisiano — 1918

Florice — 1924

Francille — 1920

Fredie — 1920

Geraldyne — 1920

Geneve — 1916

Hildagarde — 1916

Hill — 1919

Ignatz — 1920

Isola — 1916

Jurell — 1918

Leonise — 1919

Loula — 1920

Madell — 1920

Margorie — 1925

Miye — 1918

Morine — 1924

Nolie — 1918

Octaviana — 1925

Pearlina — 1925

Rosela — 1925

Yoshikatsu — 1918

Zela —1918

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