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Surto no Santa Rita: Salas devem ser reabertas na semana que vem

Hospital reforçou a limpeza dos ambientes e do ar-condicionado e comprou máquina de esterilização por luz UV-C

Surto no Santa Rita: Salas devem ser reabertas na semana que vem
- Hospital Santa Rita: entre os sintomas dos pacientes estão febre, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar geral
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

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O centro cirúrgico 1 e a ala E do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, devem ser reabertos na semana que vem. Os setores foram fechados pelo próprio hospital, assim que foi identificado que havia um surto infeccioso na unidade hospitalar.

“Programamos a abertura para a próxima semana, quando finalizar a investigação sobre as causas do evento ali detectado – e já superado”, disse Luiz Augusto Fagundes Filho, diretor clínico e cirurgião oncológico do Hospital Santa Rita.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o surto é provocado pelo fungo Histoplasma capsulatum.

O Espírito Santo registrou, até ontem, 303 casos notificados, sendo 123 suspeitos, 41 contaminados e 139 descartados. Quatro pessoas estão internadas, sendo duas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e uma em enfermaria.

De acordo com o diretor clínico, o Hospital Santa Rita vem adotando todas as medidas recomendadas para garantir a segurança de suas dependências para pacientes, acompanhantes e profissionais.

Entre elas estão a limpeza e desinfecção reforçadas dos ambientes e dos sistemas de ar-condicionado; além de monitoramento ambiental com coletas de ar e superfícies para análise laboratorial.

“Também foi adquirido um equipamento de esterilização por luz UV-C, utilizado em hospitais para reduzir microrganismos no ar e em superfícies, e realizada a manutenção do uso de equipamentos de proteção individual”, disse Luiz Augusto Fagundes Filho.

Ele explicou que Histoplasma capsulatum é um fungo ambiental e não é transmitido de pessoa para pessoa em nenhuma circunstância. “A única forma de transmissão conhecida é a inalação de partículas de fungos presentes no ambiente”.

O diretor clínico destacou que os pacientes em tratamento oncológico do hospital devem manter suas terapias exatamente como orientado pela equipe médica — incluindo quimioterapia, radioterapia e cirurgias programadas.

“O tratamento oncológico é, na maior parte das vezes, tempo-dependente, ou seja, atrasos podem comprometer significativamente a eficácia das intervenções e o prognóstico final”, disse Luiz Augusto.

SAIBA MAIS

Sintomas

> Entre os sintomas da histoplasmose estão febre, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar geral.

> Algumas pessoas desenvolveram ainda tosse e também uma dor torácica.

Casos suspeitos

> A pessoa precisa ter estado no Santa Rita a partir de 20/9, ter circulado na ala sob investigação e ter sintomas.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde.






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