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Polícia

Abatedouro clandestino encontrado com ossos de bois, cavalos e cães em Vila Velha

Próximo ao local também foi encontrada uma produção irregular de leite

Crânios e restos mortais de animais foram localizados no local fiscalizado
Foto de perfil de Nathália Cantarela

Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização



Uma operação da Polícia Civil realizada em um sítio na zona rural de Vila Velha flagrou restos mortais de animais, incluindo crânios de bois, cavalos e cães, configurando a existência de um possível abatedouro clandestino e o crime de maus-tratos animais.

Próximo ao local também foi encontrada uma produção caseira de leite, com recipientes de armazenamento, medicamentos veterinários, antissépticos e substâncias conservantes sem procedência e sem registro fiscal, “evidenciando irregularidades sanitárias e risco potencial à saúde pública”, segundo o delegado Leandro Piquet, responsável Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente.

A operação ocorreu nesta quinta-feira (13), em uma área que está localizada às margens da Rodovia ES-388, após um monitoramento prévio com apoio inclusive do uso de drones, que confirmaram indícios da prática criminosa.

Durante a ação, os policiais constataram a existência dos restos mortais de animais, incluindo aproximadamente 20 crânios de bovinos (bois e vacas), seis crânios de equinos (cavalos) e três carcaças de cães em avançado estado de decomposição.

Os crânios estavam localizados no interior de uma estrutura improvisada utilizada para abate. A maioria apresentava lesões compatíveis com objetos cortantes como machado e marreta. 

“No mesmo local, foi identificada uma linha de abate rudimentar, com vestígios de sangue recente, instrumentos cortantes e equipamentos de contenção animal, configurando a existência de um possível abatedouro clandestino”, explicou o delegado.

As equipes verificaram ainda que as carcaças e restos de animais eram descartados diretamente em um curso d’água que abastece propriedades rurais da região, tornando a água imprópria para consumo humano e animal. A prática configura crime ambiental. 

Durante a fiscalização um homem de 48 anos foi conduzido à delegacia e foi autuado em flagrante por vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo, causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora e praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

Após os procedimentos de praxe, ele será encaminhado ao sistema prisional.

Veja imagens da ação




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