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Economia

Empresários capixabas criticam atual estado da BR-262: “Horas de fila no trânsito”

Duplicação da rodovia promete melhorar a segurança e fluidez no trânsito

Empresários capixabas criticam atual estado da BR-262: “Horas de fila no trânsito”
- Rodovia 262 - km 7 Marcílio de Noronha, Viana
Foto de perfil de Eliane Proscholdt

Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

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Enquanto a duplicação da BR-262 não sai do papel, empresários capixabas lamentam os prejuízos e dizem que a rodovia continua no século passado. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, diz que a BR-262 hoje estrangula o turismo das montanhas capixabas.

LEIA TAMBÉM: Da Vitória: nova BR-262 pode atrair investimentos no turismo e em hotéis

“Quem quer curtir Domingos Martins, Venda Nova, Pedra Azul precisa enfrentar horas de fila. O capixaba está sofrendo na estrada para poder descansar no fim de semana. Muitas famílias já estão desistindo de subir a serra porque não aguentam mais perder metade do passeio no congestionamento”.

E o prejuízo não é só local. “Historicamente, os mineiros lotavam nosso litoral. Hoje, com essa rodovia insegura, lenta e imprevisível, eles estão escolhendo destinos com acesso duplicado e muito mais fácil, em outros estados. A verdade é que estamos entregando turistas e dinheiro para concorrentes porque a BR-262 continua no século passado”.

O empresário José Carlos Bergamin, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES), diz que a duplicação da BR-262 deixou de ser demanda regional e tornou-se necessidade estratégica para o desenvolvimento do Espírito Santo, Minas Gerais e toda a Região Central do Brasil.

“A rodovia, hoje lenta, insegura e cara, compromete a competitividade logística e portuária do Espírito Santo e impõe custos ao setor produtivo. No turismo, o impacto é direto: Domingos Martins, Pedra Azul e o circuito de montanhas seguem com seu maior entrave na precariedade da rodovia”.

Segundo ele, cada atraso na duplicação significa menos visitantes, menos receita e menos oportunidades para a economia local.

“Para o setor produtivo, cada trecho crítico não duplicado representa custo adicional para as empresas, perda de eficiência no transporte e um bloqueio ao crescimento econômico de duas unidades da Federação intimamente integradas: Espírito Santo e Minas Gerais”.

Bergamin destaca que o governo do Estado não se limitou à defesa técnica e política do projeto. “Aportou quase um terço dos investimentos, demonstrando compromisso concreto com a duplicação”.

O QUE ELES DIZEM

Espetáculo

“Hoje, a situação da BR-262 está precária, mas ganharemos uma nova rodovia, que será muito importante para o turismo e o desenvolvimento econômico de Domingos Martins e de toda a região. Ficamos felizes em ver o projeto. A beleza natural da região será amplamente preservada, garantindo um verdadeiro espetáculo visual.”

Eduardo José Ramos, prefeito de Domingos Martins



Sem semáforos

“Teremos uma nova BR-262, sem semáforos, sem engarramentos. Eles serão substituídos por obras de arte, que são pequenos túneis de concreto, além de elevados e viadutos. Em Venda Nova, por exemplo, será construído um túnel de um quilômetro de extensão, entre pedras.”

Ricardo Iannotti, subsecretário de Ações Socioambientais, Saneamento e Infraestrutura da Serd



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