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Economia

Buracos e falta de sinalização na BR-262 afastam turistas

Rodovia apresenta pontos com problemas e asfalto ruim, levando visitantes da Região Serrana a se queixarem das más condições

Buracos e falta de sinalização na BR-262 afastam turistas
- Ausência de sinalização adequada aumenta o perigo, sobretudo à noite ou em dias de chuva
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização



Quem viaja pela BR-262 em direção à Região Serrana do Espírito Santo tem enfrentado uma rotina de sustos e reclamações. Turistas relatam que os buracos, a má conservação do asfalto e a falta de sinalização tornam o trajeto perigoso e desgastante, especialmente em períodos de maior movimento.

A equipe de A Tribuna percorreu ontem mais de 80 quilômetros, partindo de Viana até Pedra Azul, em Domingos Martins, para verificar de perto a situação.

Ao longo do percurso, foi possível observar uma estrada deteriorada, com trechos repletos de buracos e remendos malfeitos no asfalto. Em muitos pontos, motoristas não conseguem desviar dos danos na rodovia.

A ausência de sinalização adequada aumenta o perigo, sobretudo à noite ou em dias de chuva.

O fluxo intenso de veículos, entre carros de passeio e caminhões pesados, acelera o desgaste da pista. Em diversos trechos, o pavimento apresenta desníveis e falhas estruturais, que colocam em risco quem trafega pelo local.


O músico Alan Machado, de 38 anos, passa pela BR-262 quase toda semana, a caminho das Montanhas Capixabas. Ele afirma que o pior trecho é o que sai do Posto do Café, no sentido Pedra Azul, onde o asfalto está completamente deteriorado.

“O trecho está péssimo! É buraco, falta de placa e nenhum tipo de cuidado. Para uma estrada tão importante, é um absurdo”, reclama.

Para ele, a situação da rodovia afasta visitantes e prejudica o turismo da região.

“Muita gente deixa de subir a serra por medo da estrada. Já ouvi amigos dizendo que preferem ir para outros destinos”, completa.


Segundo dados do Observatório de Trânsito do Espírito Santo, entre 2023 e agosto de 2025, foram 100 mortes em acidentes de trânsito na BR-262 no Espírito Santo.

Em 2023, 24 vítimas de acidentes morreram. No ano seguinte, o número praticamente dobrou, chegando a 46 mortes.

Já em 2025, de janeiro até agosto, 30 vidas já foram perdidas.

A curva de fatalidades segue alta e sem sinais de queda consistente, evidenciando um problema crônico na região. É o que indica o comparativo de janeiro a agosto entre 2023, com nove mortes; 2024, com 28; e este ano, com 30 mortes.

A reportagem solicitou posicionamento ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre a situação da 262 no Estado, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Saiba Mais

100 mortes desde 2023

A BR-262 é uma importante via de ligação entre Minas Gerais e o Espírito Santo, incluindo acesso à Região Serrana capixaba.

O Observatório de Trânsito do Espírito Santo registrou, entre 2023 e agosto de 2025, 4.240 acidentes de trânsito em toda a Região Serrana do Estado. Na BR-262, os acidentes resultaram em 100 mortes, de janeiro de 2023 a agosto deste ano.

Entre os anos citados, foi reportado que, em todo o ano de 2023, houve 24 vítimas fatais na região; em 2025 (até agosto) foram 30 óbitos. Em todo o ano de 2024, foram 28.


Problemas citados

Buracos e remendos malfeitos obrigam manobras arriscadas e reduzem segurança, especialmente para quem trafega à noite ou sob chuva/neblina.

Trechos com má geometria (curvas, descidas/aclive) tornam o risco maior, exigem atenção extra e reduzem velocidade segura.

A falta de sinalização adequada (placas, faixas visíveis) contribui para confusão ou falha de visibilidade, aumentando risco de colisões.

A deterioração da via pode afetar o turismo local, turistas ou visitantes relutam em acessar áreas serranas ou evitam rotas com reputação perigosa.

Obras futuras (duplicações ou restaurações) são anunciadas, mas provavelmente demandam tempo e recursos; até lá, usuários continuam expostos às condições adversas.

Fonte: Pesquisa AT e Observatório de Trânsito do Espírito Santo


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