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Morango do amor: saiba quanto a fruta rendeu para o ES no segmento rural em 2024

Agricultores capixabas foram colocados em posição de destaque no cenário nacional

Morango do amor: saiba quanto a fruta rendeu para o ES no segmento rural em 2024
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Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

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A grande popularidade do doce chamado “morando do amor” tem ajudado a ampliar a visibilidade da cadeia produtiva do morango no Espírito Santo. Os agricultores capixabas foram colocados em posição de destaque no cenário nacional, mostrando que o Estado apresenta um grande desempenho no cultivo da fruta. Só em 2024, a fruta movimentou cerca de R$ 396,4 milhões em renda rural, sendo um dos principais produtos da fruticultura capixaba.

De acordo com o levantamento da Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de dados das Pesquisas Experimentais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Espírito Santo colheu 32.884 toneladas de morango em 2024, um aumento de 5,4% em relação a 2023.

Com uma área de produção que ocupa um total de 297 hectares em 15 municípios do Espirito Santo, Santa Maria de Jetibá lidera o ranking, com 25.800 toneladas, o equivalente a mais de 78% do total. Domingos Martins (3.375 toneladas) e Venda Nova do Imigrante (1.800 toneladas) completam os três maiores produtores em volume.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou que o desempenho da fruticultura é resultado do esforço dos produtores e das políticas públicas de fomento ao setor.

“A produção de morango no Espírito Santo mostra o potencial competitivo da agricultura familiar, que origina a maior parte da produção da fruta no Estado. O morango movimentou cerca de R$ 396,4 milhões em renda rural no ano passado, sendo um dos principais produtos da fruticultura capixaba. Quando há investimento em assistência técnica, crédito e acesso a tecnologias, os resultados nos levam ainda mais longe e conseguimos atender, com qualidade, os mercados mais exigentes”, destacou o secretário Enio Bergoli.

O Espírito Santo se posiciona como uma referência no cultivo do morango, tendo uma média superior a 110 toneladas por hectare, especialmente nas regiões de montanha, onde as condições climáticas favorecem a qualidade da fruta.

Sistema de plantio semihidropônico

O sistema de plantio semihidropônico tem se expandido recentemente como uma alternativa tecnológica para a produção em ambiente protegido. Nesse modelo, as plantas são cultivadas suspensas sobre bancadas elevadas entre 0,80 metro e 1 metro, substituindo o solo por substratos com fertirrigação. A configuração permite ao produtor realizar o manejo em pé, reduzindo o desconforto físico e gerando economia com mudas, já que permite múltiplas safras com as mesmas plantas. Com isso, a produtividade tende a aumentar.

O morango já integra o calendário de eventos e festivais gastronômicos do Estado, fortalecendo também o turismo rural. Além da venda in natura, os produtores vêm apostando em produtos derivados, como geleias e doces, ampliando as oportunidades de renda e agregando valor à produção. A expectativa da Seag é que a cultura continue em expansão, com o fortalecimento das cadeias locais e regionais, e a consolidação do morango como uma das frutas símbolo da agricultura capixaba.



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