A Omoda & Jaecoo, marca do grupo Chery, vai começar a produzir em 2027 no Brasil, e três estados estão no radar de preferência da empresa chinesa: Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os dois primeiros são favoritos porque contam com com sindicatos mais “amigáveis”.
A futura montadora nacional, que vai lançar o Omoda 4, seu sétimo produto no Brasil, em outubro de 2026, guarda uma novidade para apresentar no Salão de Pequim, em abril. Trata-se de um elétrico compacto, concorrente do Geely EX2 e do Dolphin Mini. O objetivo, mesmo com certo atraso ante a concorrência, é participar do novo mercado de elétricos urbanos no País em 2027.
O desafio do começo da produção, associado ao crescimento de um dos braços do grupo Chery, passou pelo namoro com o grupo Caoa, dono de 51% da fábrica de Jacareí (SP), em novela que terminou sem capítulo final, deixando margem para o mercado imaginar o que poderá surgir por lá.
Santa Catarina, com os bons resultados do grupo BMW produzindo mais de 110 mil carros em Araquari, e o Paraná, com Volks, Audi, Renault, DAF e Volvo, integram um ecossistema automotivo que brilha aos olhos dos chineses. O estado paranaense está consolidado como segundo maior parque fabril do País e tem uma cadeia de fornecedores apta ao desenvolvimento de novos fabricantes, como a Omoda & Jaecoo.
Mas, antes de colocar em prática a produção nacional, a empresa precisa preparar o terreno para competir com os modelos J8 e J5, anunciados durante o Salão do Automóvel de São Paulo.
As marcas Omoda e Jaecoo já comercializaram juntas mais de 5,2 mil unidades desde a estreia, em abril. Para crescer, a operação vai precisar de um novo ingrediente mecânico: o motor flex a combustão. O carro de entrada mais barato da Omoda & Jaecoo vai depender dessa tecnologia.