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Saúde

Nova geração de caneta para emagrecer tem efeito parecido com bariátrica

Pesquisa revela perda média de quase 30% do peso com novo medicamento contra obesidade

Nova geração de caneta para emagrecer tem efeito parecido com bariátrica
- Mounjaro já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
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Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização


A farmacêutica responsável pelo Mounjaro, Eli Lilly, divulgou na última semana os primeiros resultados dos estudos de fase 3, a última etapa dos testes clínicos, com a retatrutida, uma nova molécula experimental para tratamento da obesidade.

Em média, os participantes da pesquisa perderam 28,7% do peso corporal ao longo de 68 semanas, cerca de um ano e meio. Para 23,7% dos pacientes na dose mais alta, a perda chegou a ser superior a 35%.

A redução é a mais elevada observada entre a nova geração de “canetas emagrecedoras” e semelhante à de uma cirurgia bariátrica, que varia de 25% a 35% nos primeiros anos. Assim como o Mounjaro (tirzepatida) e Wegovy (semaglutida), a aplicação é uma injeção semanal.

Além de medir o efeito no peso, os testes avaliaram a melhora de queixas entre pacientes com osteoartrite de joelho.

Os dados apontam uma redução de 75,8% em uma escala de dor. Segundo a farmacêutica, o estudo terá resultados detalhados apresentados em uma conferência e publicados em revista científica.

Código vai identificar se remédio é falsificado

Na busca por conter o mercado irregular que se espalhou pelo País, a fabricante do Mounjaro – farmacêutica Eli Lilly do Brasil – lançou uma ferramenta de verificação on-line que ajuda os pacientes a confirmarem se o medicamento adquirido é falsificado ou não.

O LillyScan (scan.lilly.com/br) funciona assim: o paciente escaneia o QR Code localizado na embalagem do produto (ao lado do número do lote e da data de validade do medicamento) e o LillyScan determina se o número de série é consistente com os medicamentos fabricados pela farmacêutica e vendidos oficialmente no Brasil.

Segundo a empresa, além da verificação por meio do LillyScan, os pacientes devem ficar atentos a outros indicadores de que um produto anunciado como “Mounjaro” pode ser falsificado ou manipulado de forma irregular.

Por exemplo, o QR Code deve estar claramente impresso e legível para permitir a verificação na ferramenta. Se o código estiver borrado ou ilegível (ou se não houver QR Code), isso pode indicar uma falsificação ou um problema com a integridade do produto.

O Mounjaro fabricado pela Lilly Brasil é a única tirzepatida aprovada pela Anvisa para comercialização no Brasil.


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