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Tribuna Agro ES

Irrigação para cafeeiro ter vigor após colheita

Pós-colheita, irrigação por gotejamento recupera os pés de café, garantindo vigor e produtividade na safra seguinte

Irrigação para cafeeiro ter vigor após colheita
- Bortolini disse que a irrigação ajuda a restabelecer o equilíbrio hídrico
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


O período entre o fim da primavera e o início do verão é de recuperação intensa para os pés de café. Após a colheita e a florada, a planta precisa repor energia, fortalecer os ramos e assegurar o pegamento dos novos frutos.

Trata-se de uma etapa decisiva, na qual a irrigação exerce papel central para manter o vigor e o equilíbrio do cafezal.

Especialistas apontam a irrigação por gotejamento como a mais indicada nesse momento, por permitir o controle preciso do volume e da frequência, de acordo com a resposta da planta.

O engenheiro agrônomo Marcos Paganini explica que o manejo pós-colheita influencia diretamente a safra seguinte.

“Quando o cafeeiro recebe água de forma equilibrada nessa fase, responde com mais força e uniformidade. É um investimento que se reflete adiante, na produtividade. O gotejamento entrega água e adubo diretamente na zona das raízes, sem desperdício e com eficiência”, afirma.

Sócio-fundador da startup Conta Café e produtor em Linhares, Eduardo Bortolini mantém um cafezal com cerca de 1 milhão de pés da espécie conilon no município. Para ele, a irrigação ajuda a restabelecer o equilíbrio hídrico e cria condições favoráveis para a brotação e o pegamento dos frutos.

“O ideal é manter o solo úmido, sem encharcar, o que favorece a atividade das raízes e o aproveitamento dos nutrientes”, orienta.

Bortolini destaca que comercializa sua produção para diversos países, por meio de multinacionais. Segundo ele, o uso de sensores de umidade ou a observação direta do comportamento das plantas auxilia o produtor a identificar o momento correto de irrigar.

O sistema também permite a aplicação de tratamentos nutricionais e fitossanitários. “Com ajustes precisos, é possível reduzir o consumo de água e energia, mantendo o cafezal equilibrado até o retorno das chuvas”, explica.

Corrigir eventuais danos o quanto antes é essencial para garantir um bom início da nova safra. Paganini ressalta que a irrigação funciona tanto como instrumento de recuperação quanto de preparação. “Um sistema limpo e bem ajustado evita perdas justamente na fase de maior exigência da planta”.

Depoimento 

Segurança ao produtor

“A irrigação bem manejada no pós-colheita preserva o potencial produtivo da lavoura e dá segurança ao produtor, especialmente diante das variações climáticas cada vez mais frequentes”.


Tags Café

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