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Política

Desembargador capixaba que relata caso de TH Jóias é preso pela PF no Rio

Buscas também são feitas no Espírito Santo; veja o que já se sabe

Macário Ramos Júdice Neto é o relator do processo que envolve o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



O capixaba Macário Ramos Júdice Neto, que atua como desembargador federal no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), foi preso nesta terça-feira (16) pela Polícia Federal (PF). Ele foi preso em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

De acordo com informações do portal g1, a prisão foi realizada durante a 2ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações da operação que resultou na prisão do deputado TH Joias, no mês de setembro. Ainda segundo apurações do portal, foi Macário que, naquele mês, expediu o mandado de prisão do então deputado.

Na manhã desta terça, agentes da PF saíram para cumprir um mandado de prisão e 10 de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Buscas também são feitas no Espírito Santo. 

Entenda

De acordo com o blog do jornalista Octavio Guedes, do g1, a Polícia Federal encontrou indícios de que o desembargador capixaba ajudou a vazar a operação contra o então deputado estadual TH Joias.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, e é suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão em setembro. 

Uma fonte da PF ouvida pelo jornalista diz que Macário estava com o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em um restaurante quando esse ligou para TH Joias para avisá-lo da operação. Além disso, os investigadores também encontraram, no celular de Rodrigo Bacellar (União Brasil), trocas de mensagens entre ele e o desembargador, que embasaram a operação.

Este texto está em atualização




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