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“Estou querendo morar no Espírito Santo”, diz Eduardo Costa

Já teve um tempo que treta era com ele mesmo. E não se escondia de uma polêmica. Assim, Eduardo Costa, 40, revelou sua personalidade para o mundo, ...

“Hoje, estou disposto a ouvir. Já teve dias de eu estar insuportável!”, diz Eduardo

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 “Hoje, estou disposto a ouvir. Já teve dias de eu estar insuportável!”, diz Eduardo (Foto: Divulgação/Ramon Machado)

Já teve um tempo que treta era com ele mesmo. E não se escondia de uma polêmica. Assim, Eduardo Costa, 40, revelou sua personalidade para o mundo, enquanto lançava hit atrás de hit.

Mas ele garante: agora é um novo homem. Reconhece seus excessos e conclui: “Todas as pancadas foram um aprendizado”. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa nesta semana.

“Não devemos ser extremistas. Hoje, sou neutro. Não tenho ideologia política. Comecei a olhar do outro lado. Descobri que não sei nada. Preferia não ter tomado as pancadas, mas estou vivendo o melhor momento da minha vida. Tolerância e equilíbrio traduzem minha vida”.

Com escritório e selos próprios, música nova estourada e um projeto que nasceu na pandemia, o cantor e compositor mineiro vê com orgulho a história que construiu.

“Sou autodidata. Estudei até o 4º ano. Não me interessa o dinheiro, a popularidade, mas as vidas que minha música vai alcançar. Quero mostrar que a música sertaneja tem conteúdo. Uma música como arte”, explica Eduardo Costa.


Entrevista – Eduardo Costa


AT2 – Disse que o projeto “#40Tena” é seu novo xodó.

Eduardo Costa –  Em uma noite, estava angustiado e comecei a pensar que nós, artistas, vivemos do palco. E concluí que minha melhor boa ação é cantar. Não vim para ficar famoso, rico… Então, comecei a gravar vídeos. São quase 70. Depois da quarentena, dividirei em 2 DVDs.

E o repertório?

É selecionado de acordo com o público. Gosto de gravar músicas do lado B de discos antigos. Canto de Chico Rey e Paraná a Ana Carolina, Cazuza, Raul Seixas, entre outros. Cada dia, me sinto mais inspirado.

Considera-se ícone sertanejo?

Nunca acho que faço sucesso. Não acostumei até hoje. Sou um cara que tenho muitos sonhos. Tudo o que tenho, foi a música que me deu. Hoje, tenho outros negócios, mas foi tudo graças à música. Meu maior sonho é montar um hospital que trata câncer infantil.

O que gosta de ouvir?

Ouço muito música latina. Mas gosto de rock, música romântica. Nunca gostei de música de corno. Sempre gostei de música de amor. Não existe música ruim, existem momentos. Adoro funk.

Na semana passada, esteve no Espírito Santo e disse que está construindo um condomínio de luxo. Onde será?

Opa! Semana que vem, estarei de volta! Nós, mineiros, temos uma ligação com o Espírito Santo. Digo que é o quintal dos mineiros. Sobre o condomínio, é na Serra. Estamos ainda com o projeto. Estou querendo morar aí. Estou olhando algumas casas…

O meu objetivo, no Espírito Santo, não é só o lazer, o que amo! Quero fazer investimento, o Estado oferece grandes oportunidades, sobretudo nesse ramo da construção. Será um condomínio maravilhoso! Será minha vizinha? Vai pedir pó de café lá em casa? (Risos)

Hoje, como é o Eduardo Costa longe dos palcos?

Um cara da paz, de família. Hoje, estou disposto a ouvir. Já teve dias de eu estar insuportável!

Para mim, todo mundo é bom até que me provem o contrário. Não gosto de me sentir manipulado. É desonesto. Mas existem mais pessoas boas do que ruins.

De todos os pecados, a ingratidão é o mais desprezível. Ela assassina seu amor, seu sentimento.


O que ele diz


Momento de emoção

“Na live ‘Cabaré’, chorei por causa da música, mas era de alegria! ‘Acabou o Amor’ representa meu primeiro contato com o Leonardo. Ele cantou essa música para mim. Foi quando eu estava tirando foto para um disco, no início da carreira, e meu sonho era encontrar o Leonardo. E ele chegou no estúdio e me reconheceu! Tirou os óculos e cantou para mim. Essa canção representa minha irmandade com o Leonardo, o amor que tenho por ele, o prazer de cantar com ele. Foi um momento de emoção. Além disso, tem o contexto da pandemia, todo mundo angustiado. Sem contar que a apresentação estava sendo a mais vista simultaneamente”, explica, ao lembrar a live de maio.

“Demos um tempo”

O mineiro de Abre Campo revela que tem vontade de misturar samba de raiz ao sertanejo, mas manda o recado para a galera: “O ‘Cabaré’ não acabou! Paramos para cuidar das nossas carreiras, pensar em novidades. Temos que rebolar para surpreender o público. Demos um tempo de Eduardo e Leonardo juntos, para dar um descanso para o público. Leonardo é como se fosse um irmão mais velho. Pensamos de forma diferente e queremos voltar de forma real. Nascemos para cantar um com o outro. Nos entendemos quando nos olhamos. O ‘Cabaré’, para mim, é com o Leonardo. Só funciona com ele”, frisa.

“’#40Tena’ é o favorito”

“’Cabaré’ está entre os trabalhos que mais me marcaram. Era um projeto meu, que ficou 10 anos guardado. Era para ser um CD para amigos. Não era para virar o que virou… Sou muito apaixonado pelo Leonardo. Agora, entre os projetos que fiz sozinho, o ‘#40Tena’ é o meu favorito. Não canso de ouvir”, diz o cantor, ao avaliar trabalhos de seus 15 anos de carreira.
 

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