Dois médicos serão investigados pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) por terem pressionado a família da menina de 10 anos a não realizar aborto. A criança, que estuprada e engravidada pelo tio em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, viajou para Recife para interromper a gestação após ser autorizada pela Justiça.
Os profissionais de saúde teriam entrado no quarto onde a menina estava internada no Centro Amaury de Medeiros (Cisam), na capital pernambucana, e foram denunciados pela ouvidoria do hospital.
De acordo com o portal G1, os médicos são um obstetra e uma pediatra que não participaram do atendimento à criança.
O presidente do Cremepe, Mário Lins, comentou que caso seja constatada infração ao código de ética médica, um processo de ética profissional será aberto.
“Caso seja comprovado envolvimento deles, as punições vão desde advertência até a suspensão das atividades profissionais”, disse Lins.
