
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divide as cidades – ao organizar o dados da Covid-19 – em regiões diferentes das que os mapas tradicionais apontam, de forma geopolítica.
A “Região Central” apresentou 53 novos casos no acumulado nas últimas 24 horas – um salto de 20.691 registros para 20.744.
Essa zona reúne cidades que a maioria conhece como sendo das regiões Norte e Noroeste.
São elas: Linhares, Aracruz, Sooretama, Rio Bananal, Vila Valério, Marilândia, João Neiva, Ibiraçu, Governador Lindenberg, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, Águia Branca, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Pancas, Baixo Guandu, Colatina e São Roque.
Não à toa, o governo do Estado aponta para uma chegada “tardia” da doença no interior.
São 404 mortes distribuídas nessas cidades. O crescimento da pandemia nessa área é maior do que nas demais: na “Região Metropolitana da Saúde” foram 38 novos casos no acumulado do dia 24 para 25, saltando de 62.549 para 62.587.
É a área que compõe toda a Grande Vitória e cidades como Santa Teresa, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante e outras. São 2.001 mortes nessa região.
Na “Região Sul da Saúde” foram 47 novos casos nas últimas 24 horas. E a “Região Norte da Saúde” anotou 31 novos contaminados no mesmo período.
Os dados constam no gráfico de “total de casos confirmados acumulados” divulgados pelo governo do Estado e foram coletados pela reportagem no final da noite de ontem.
Casos acumulados são móveis: o acumulado de um dia específico pode não ser o mesmo amanhã. Ele flutua. Por isso, a soma dos casos acumulados das últimas 24 horas por região não somam o total de novos casos gerais divulgados pelo governo ontem – 697.
Os 697 novos casos representam os exames que confirmaram ontem. Acontece que esses exames podem ter sido coletados há mais tempo e podiam estar represados. Ou então ele só constaram no sistema dias depois. O acumulado separa justamente isso: ele acumula em cada dia os exames confirmados, levando em conta data de coleta ou encerramento do caso.