Bares abertos, muita gente na calçada, rua lotada, conversa, música, cerveja na mão, raras máscaras no rosto e distanciamento social quase que nulo. Esse foi o cenário do Triângulo das Bermudas, tradicional região boêmia da capital, no último fim de semana, mesmo em meio à quarentena imposta por decretos do governo estadual.
Por decreto, bares não podem abrir no Espírito Santo. E aqueles que funcionam como restaurantes, podem servir refeições até 18 horas – com protocolos que variam de cidade para cidade. Ainda assim, com obrigatoriedades de máscara e distanciamento para se alimentar, não festejar.
Muitas imagens correram pela internet, e acabaram levantando o protesto de empresários do setor de eventos, que ainda não podem abrir as portas e não constam no plano de reabertura gradual do governo. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult), aliás, disse que não há data para essas regras serem anunciadas.
“Somos o único setor sem renda e proibidos de trabalhar desde março. Apresentamos protocolos e queremos retomar de maneira segura. Enquanto o governo nos ignora, vários eventos clandestinos e outros tantos segmentos têm retomado de maneira desorganizada, gerando aglomerações”, reclamou o empresário Márcio Ribeiro, do movimento “Juntos pelo entretenimento”.
Marcelo Moura, do movimento “Motivo para comemorar”, faz eco: “Bares e restaurantes têm todo o direito de trabalhar para sustento da empresa e família. Um absurdo é a quantidade de pessoas aglomeradas sem obedecer os protocolos sanitários, enquanto toda área de eventos está parada sem previsão de retorno, acumulando dívidas e sem respostas concretas do governo”.
A Secult informou por nota que nos próximos dias serão discutidos protocolos para eventos sociais, teatro, circo e eventos de entretenimento – mas não cravou data.
A Prefeitura de Vitória, por sua vez, informou que um restaurante foi notificado e fechado por funcionar após as 18h no Triângulo das Bermudas. O órgão disse ainda que outros dois restaurantes estavam fechando as portas quando foram abordados pela equipe.
“Denúncias podem ser feitas pelo Fala Vitória 156 ou pelo aplicativo Vitória Online”, informou o executivo por meio de nota.
