O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), decidiu investigar mortes que ocorreram desde dezembro de 2019.
Vão entrar nessa investigação os mortos para os quais existam materiais sanguíneos coletados antes do óbito e cuja causa da morte não foi conclusiva para as chamadas arboviroses (doenças como dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela). Não haverá, portanto, exumações.
O objetivo da pasta é aprofundar se há casos de mortos relacionados ao novo coronavírus no Estado anteriores ao primeiro caso confirmado pela Covid-19, ou seja, se a doença matou antes do que se imagina.
Na terça-feira (11), o secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes revelou que o primeiro caso confirmado do novo coronavírus no País pode ter ocorrido no Espírito Santo, no dia 11 de fevereiro. Até então, o primeiro caso é registrado de 26 de fevereiro, em São Paulo.
O primeiro caso, dentro do Estado, também muda com a descoberta: até então, o primeiro caso capixaba foi registrado no dia 26 de fevereiro, apesar de ter sido divulgado pelo Ministério da Saúde em 5 de março.
A novidade despertou na Secretaria de Saúde uma série de ações para entender desde quando a doença está presente entre nós – as investigações das mortes é uma delas.
Outra frente de investigação do tempo da pandemia acontecerá, segundo Nésio, fazendo teste sorológico nas amostras de sangue das sorotecas (como o Hemoes) sob o guarda-chuva do governo do Estado.
No radar, os pacientes que coletaram sangue para suspeita de arboviroses (dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela) e doações de sangue entre dezembro e os primeiros meses de 2020.
Até o momento, 2.783 pessoas já perderam a vida para a doença no Espírito Santo – somente nas últimas 24 horas foram 19.
Vale lembrar que o Estado já fazia investigações póstumas, isto é, exames de suspeitos da Covid-19 que já morreram, mas não com tanto tempo de morte como agora.
