
Os empréstimos e financiamentos estão acompanhando a queda dos juros. Hoje, a taxa Selic está definida em 4,25%.
Segundo o economista Eduardo Araújo, as baixas taxas de juros se alinham a uma previsão de crescimento da economia. “É um bom momento para empreender. As taxas dos bancos de desenvolvimento são bem atraentes”, disse.
O governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), por exemplo, empresta até R$ 20 mil para o empreendedor investir em um negócio, com prazo de pagamento de até 30 meses e taxas a partir de 1,1% ao mês.
O crédito é destinado a microempreendedores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, que tiveram renda bruta menor que R$ 360 mil no último ano. É preciso também ter no mínimo seis meses de atividade na área, no setor formal ou informal, entre outros requisitos.
“O grande diferencial é ser um crédito orientado, pois temos que tratar o crédito como um investimento para a empresa crescer. O agente de crédito é capacitado para isso, para orientar sobre a real necessidade do que o empreendedor precisa”, explicou o diretor técnico da Aderes, Hugo Santos Tofoli.
O financiamento pode ser solicitado junto às agências de crédito municipais credenciadas, nos 78 municípios capixabas, e estão sujeitos à avaliação de um agente municipal.
Já a Caixa Econômica Federal oferece crédito ao microempreendedor no valor de até R$ 20 mil, com até 24 meses para pagar, para pessoas físicas ou jurídicas com renda ou faturamento de até R$ 200 mil por ano.
No Banco Nacional do Desenvolvimento Nacional (BNDES), o valor para microcrédito é de até R$ 20 mil, para empreendimentos formais e informais.
Crédito para impulsionar o negócio
A empreendedora Katia Kristina de Souza Santos, de 40 anos, conseguiu impulsionar o seu estúdio de fotografia a partir da obtenção de um empréstimo.
“Fiz o empréstimo há dois anos e já quitei. Usei o dinheiro para montar a parte estrutural do meu estúdio de fotografia. Fiz obras, comprei móveis e uma parte usei como capital de giro”, contou.
Katia destacou que viu a necessidade de fazer essa aposta para que o estúdio crescesse.
“Precisava dar uma alavancada no meu negócio. Tendo estrutura e localização melhores, consegui ampliar a quantidade de clientes”, destacou a moradora da Serra.
Hoje, Katia Santos faz fotos de famílias, ensaios e festas infantis.
Especialistas recomendam
planejar antes de ir ao banco

Nas instituições financeiras, a liberação do dinheiro pode estar condicionada a garantias como alienação de bens ou fiadores que comprovem rendimentos líquidos, entre outras.
O economista Eduardo Araújo lembrou que é essencial contar com uma consultoria para descobrir as reais necessidades do empreendimento.
“O mais importante é contar com um plano de negócio, que tenha a viabilidade do projeto. E pensar nas garantias para o empréstimo, que é um gargalo que dificulta. Os bancos podem pedir como garantia imóveis e outros tipos de bens”, alertou o especialista.
“Às vezes, o empreendedor não tem muito tempo, pois está preocupado com outras questões, então pode procurar algum especialista em finanças para ajudar”, completou.
Nas prefeituras do Estado, a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes) oferece análise gratuita das necessidades do empreendimento, por meio do agente de crédito.
O agente é responsável por conhecer o negócio do empreendedor antes de liberar o crédito de até R$ 20 mil oferecido pelo governo estadual para os pequenos empresários.
“O agente de crédito é capacitado para isso. Às vezes, o empreendedor acha que precisa de um valor maior, mas o agente vai mostrar que um outro valor já é suficiente”, disse o diretor técnico da Aderes, Hugo Santos Tofoli.
“O crédito é um endividamento. Tem que se planejar, fazer um plano de compras, o limite de pagamento. Senão o crédito se torna um veneno para a empresa”, disse o diretor.
Para o programa Nossocrédito, por exemplo, é necessário apresentar avalista e ter o nome limpo no Serasa e no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), entre outros requisitos para a liberação do valor solicitado.
SAIBA MAIS
Condições e valores variáveis
Linhas de crédito
Aderes
- Nossocrédito: linha de microcrédito oferecida pela Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), em parceria com o Banestes.
- Valores: de R$ 200 a R$ 20 mil.
- Prazos: até 12 meses, com juros de 1,1% ao mês; ou de 13 até 30 meses, com juros de 1,5% ao mês.
- O que precisa: ser pessoa jurídica ou empreendedor, que teve renda bruta menor que R$ 360 mil no último ano, com no mínimo seis meses de atividade na área profissional; não ter restrições no CPF, residir ou ter negócio no mesmo município há pelo menos dois anos.
- Onde solicitar: nas agências municipais de crédito, nos 78 municípios do Estado. A listagem está disponível no site www.banestes.com.br.
Caixa Econômica Federal
- Microcrédito Produtivo: pode ser usado para comprar materiais, equipamentos, melhorar o ambiente de trabalho ou para outras necessidades.
- Valores: de R$ 300 a R$ 20 mil.
- Prazos: até 24 meses, com taxas sob consulta.
- O que precisa: ser empreendedor formal, informal ou individual, com faturamento de até R$ 200 mil anuais.
- Onde solicitar: agências da Caixa Econômica Federal.
BNDES
- Microcrédito para investimento e/ou capital de giro para empreendimentos formais e informais.
- Crédito de até R$ 20 mil, com taxas de até 4% ao mês.
- Onde solicitar: os financiamentos são realizados por meio de bancos credenciados. As instituições credenciadas estão disponíveis em www.bndes.gov.br/instituicoes.
Banco do Brasil
- Crédito Automático: empréstimos com pagamento em até 72 meses, com a primeira parcela para até 59 dias e taxas de juros a partir de 2,91% ao mês, conforme perfil do cliente.
- Onde solicitar: agências do Banco do Brasil.
Fonte: Instituições consultadas.
