
Os dados são do dia 29 de dezembro até 15 de fevereiro. No mesmo período, analisado ano passado, foram notificados 6.260 casos de dengue. Comparando, são 3.384 (54%) casos a mais este ano.
O Estado está em alerta com a doença, que no ano passado causou 43 mortes. Isso porque, desde o fim de 2018, o tipo 2 do vírus da dengue voltou a circular, após 10 anos. Por isso, ele vem encontrando populações suscetíveis à doença.
De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Combate ao Aedes aegypti, Roberto Laperriere, mais de 80% dos focos estão localizados nas residências.
“São focos desde caixa d’água, vaso de plantas, pneus, e na Grande Vitória também encontramos focos nas vasilhas dos animais, que é um criador importante. Ainda temos esses problemas, infelizmente”.
Como ação para combater o mosquito, o governo do Estado e as prefeituras têm investido, segundo Roberto, em capacitações.
“Temos sempre capacitado os agentes de endemias para as visitas domiciliares, para que todos os pontos das residências sejam vistoriados e não fiquem nada sem ser olhado”.
Quanto ao inseticida, que esteve em falta durante alguns meses do ano passado, o coordenador destacou que o governo federal já mandou o produto ao Estado.
“Recebemos um quantitativo pequeno de inseticida do governo federal, que adquiriu 80 mil litros e enviou ao Espirito Santo 7.600 litros do produto. Já estamos disponibilizando para vários municípios, não todos, estamos priorizando os municípios com alta incidência da doença”, explicou.
Outra preocupação é com os casos de chikungunya. Até agora, já foram registrados 2.889 casos no Estado e, no mesmo período do ano passado, foram apenas 162. Vitória é a cidade com mais casos: 2.817.
O infectologista Fábio Coutinho explicou que a dengue e a chikungunya têm sintomas bem parecidos, como cefaléia, dores no corpo, febre alta e dores atrás dos olhos. “Porém, a dengue tem risco de complicações agudas como sangramentos, ‘água no pulmão’, entre outros”.