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Bebês internados em Utin ganham fantasias em dia de folia

O sofrimento de pais por ver seus filhos internados na UTI Infantil deu espaço, pelo menos por um dia, à alegria do Carnaval em uma clínica que ...

Benício e Andreza

Última atualização

O sofrimento de pais por ver seus filhos internados na UTI Infantil deu espaço, pelo menos por um dia, à alegria do Carnaval em uma clínica que funciona dentro um hospital da Serra. Com direito a fantasias para os pequenos foliões, a equipe médica da unidade organizou um bloquinho para pais e filhos na última quarta-feira (19).

Por um dia, a Utin foi tomada por super-heróis, como Mulher Maravilha, Super-Homem e Batman, além de personagens de jogos, borboletas, joaninhas e policial rodoviário federal.

A pediatra e diretora da Clínica Perinatal Vitória, Geisa Barros, disse que essa foi a primeira vez que a equipe faz o bloquinho de Carnaval. No total, 21 crianças participaram da ação.

Patrícia (no meio) com a equipe da Utin posam para foto com a Mulher Maravilha Maria Clara (Foto: Divulgação/ Perinatal Vitória)A médica explica que os pais dos bebês internados participaram de uma oficina de costura e foram os responsáveis pelos pequenos, escolhendo e confeccionando as fantasias dos filhos. Para ela, essa atividade auxilia a aliviar a cabeça dos pais, que sofrem por ver suas crianças lutando pela vida.

“É muito emocionante. A equipe precisa cuidar do corpo do bebê, mas essas ações fazem a gente ter cuidado total. Não adianta cuidar do corpo se não cuidar das relações. Quando existe a aproximação da equipe com as famílias é mais fácil de se relacionar com elas até para passar notícias sobre as crianças”, disse Geisa.

Quem participou do bloquinho também se emocionou com a atividade. Há 61 dias acompanhando a filha Maria Clara, a gerente comercial e enfermeira Patrícia Espanhol, de 31 anos, confeccionou para a pequena uma fantasia de Mulher Maravilha.

“Ela, realmente, é uma Mulher Maravilha por passar por tudo que passou e lutar o que lutou”, afirma Patrícia.

Maria Clara nasceu há dois meses, de forma prematura – foram 30 semanas de gestação – e abaixo do peso. Logo após o nascimento, a mãe relata que a pequena teve um derrame pleural – acúmulo de água nos pulmões – e por isso teve pneumonia por duas vezes.

“Agora ela está muito bem e evoluindo muito bem”, comemora Patrícia.

A mãe, que nada sabia de costura, não frequentava a oficina oferecida pela clínica porque queria ficar sempre ao lado da filha. Com o tempo, passou a fazer parte da atividade e, agora, confecciona almofadinhas para a pequena. “Alivia a cabeça”, avalia.

Depois de vestir os filhos com as fantasias, os pais tiraram fotos com os pequenos e participaram de uma confraternização, em outra sala. Em momentos de tanta tensão, o Carnaval veio dar um pouquinho de alegria para esse bloco mirim.

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