
Contabilizando apenas os leitos de enfermaria, ocupados pelos pacientes contaminados sem estado grave, mas que demandam de cuidado em internação, há 37,08% de uso. Dos 178 leitos de enfermaria disponíveis, 66 estão ocupados no SUS. Ou seja, no total, contabilizando leitos de UTI com enfermaria (339), a ocupação pública passa da metade, indo a 51,92%.
A reportagem solicitou à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) por e-mail um levantamento de disponibilidade de leitos e suas ocupações por hospital estadual. Até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta.
O subsecretário de Regulação, Controle e Avaliação em Saúde, Gleikson Santos, informou que 30 leitos particulares estão ocupados com pacientes com Covid-19.
Não foi informado, no entanto, o total de leitos disponíveis para que seja verificada a taxa de ocupação na saúde suplementar, nem se esses 30 leitos ocupados correspondem somente à UTI ou também incluem leitos de enfermaria.
Enquanto isso, o governo anuncia planos otimistas, como o de registrar mil leitos — entre UTI e enfermaria — no Estado até o início de maio, somando o sistema público, particular e filantrópico. É o que prevê o subsecretário da Assistência em Saúde, Fabiano Ribeiro dos Santos. “Vamos fechar isso ainda nesta semana”, disse.
O Ministério Público do Estado notificou a Sesa e requereu, entre outros pontos, a disponibilização imediata das informações sobre a quantidade de leitos clínicos/enfermaria ou leitos de UTI existentes nos estabelecimentos de saúde disponíveis para Covid-19.
Hoje, a promotora de Justiça da Saúde de Vitória e coordenadora do Gabinete de Acompanhamento da Covid-19, Inês Thomé Poldi Taddei, se reunirá com representantes da Sesa.