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Número de enterros por dia no Estado preocupa Exército

O Exército brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste, enviou um ofício a prefeituras do Espírito Santo e do interior do Rio de Janeiro em que ...

Cemitério de Santo Antônio, em Vitória

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Cemitério de Santo Antônio, em Vitória (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

O Exército brasileiro, por meio do Comando Conjunto Leste, enviou um ofício a prefeituras do Espírito Santo e do interior do Rio de Janeiro em que questiona a capacidade de sepultamento em massa das cidades.

A reportagem apurou que Vitória foi uma das que recebeu o ofício. A prefeitura da capital informou que há dois cemitérios municipais, o Boa Vista, em Maruípe, com 10 mil túmulos, e o Cemitério de Santo Antônio, no bairro de mesmo nome, com 4 mil sepulturas. Mas há só 200 vagas nos dois cemitérios.

A prefeitura de Viana também recebeu. Vila Velha, Serra e Cariacica, por sua vez, não.

Escrito no dia 9 de abril, o documento do Exército pede que seja realizado um “levantamento de dados estatísticos referentes à quantidade de cemitérios, disponibilidade de sepulturas e capacidade de sepultamentos diários, em suas respectivas áreas de responsabilidade”.

Quem assina o ofício é o coronel Luis Mauro Rodrigues Moura, chefe da Seção de Serviço Militar.

O Comando Conjunto Leste tem atuação no Rio, Espírito Santo e Minas Gerais. O documento foi exposto nas redes sociais do prefeito de Três Rios, no interior fluminense, Josimar Salles (PDT).

“Diante de um documento como esse vindo de uma das instituições mais respeitadas do Brasil, o Exército brasileiro, pedindo informações sobre o número de cemitérios, o número de sepulturas, a nossa capacidade para poder sepultar pessoas, eu não posso de forma alguma afrouxar as nossas medidas”, disse ele.

“Se o Exército está perguntando isso é porque estão fazendo o levantamento estatístico sobre a possibilidade de um caos na nossa saúde pública”.

Em nota, o Comando Conjunto Leste afirmou que planeja sua atuação com base em cenários hipotéticos, “visando mitigar os efeitos nocivos da pandemia junto à sociedade.” O documento, diz o Exército, tem como objetivo coletar dados para um dos cenários aventados.

Os militares também disseram que estão atentos às consequências da pandemia e que, “sob a ótica da missão constitucional do Exército e da proteção da Família Militar”, apoiam o “esforço nacional” de combate ao coronavírus.
 

Prefeitura compra sepulturas

Diante das mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus, a Prefeitura de Vila Velha assinou um contrato emergencial com um cemitério particular, localizado no bairro Ponta da Fruta, para arrendamento de novas sepulturas.

O contrato prevê que o arrendamento será por três anos. Depois deverá ser providenciada a exumação e transferência dos ossos para ossários municipais.

Estão garantidos 2 mil sepultamentos que serão pagos de acordo com a demanda e o número de enterros. O município realizou uma tomada de preços e o cemitério particular da Ponta da Fruta foi o que melhor ofereceu o vencedor. O contrato tem valor de R$ 1 milhão pelas vagas.

Três mortos com a Covid-19 e um com a suspeita da doença já foram enterrados em cemitério público do município canela-verde.

Em nota, a prefeitura esclareceu que os cemitérios públicos estão sem capacidade para suportar uma possível demanda e, por conta disso, não há possibilidade de abrir covas extras.

Já a Prefeitura da Serra estuda a viabilização de uma nova área pública para sepultar os mortos durante a pandemia, além dos cemitérios municipais já existentes.

Na cidade, seis corpos foram enterrados em sepulturas públicas. Quatro vítimas da Covid-19 e dois com suspeita da doença.

Procuradas, as prefeituras de Vitória e Cariacica informaram que, por enquanto, não planejam ações semelhantes.

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