O governador Renato Casagrande voltou a pedir que os capixabas respeitem as medidas de isolamento e distanciamento social como forma de desacelerar a velocidade do contágio do novo coronavírus.
O Estado confirmou 33 novos casos da covid-19 e duas mortes por conta da doença, nesta segunda-feira (13).
Casagrande voltou a mencionar que não há um remédio com comprovação que combata o novo coronavírus nem uma vacina, por isso reafirmou que a melhor medida, no momento, é o isolamento social.
“As pessoas falam que no Espirito Santo a situação não está grave, mas perdemos 16 pessoas. Não esta grave, quando comparado com outros países e outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e o Distrito Federal. Mas não está grave porque tomamos as medidas”, disse o governador.
Segundo ele, as medidas de isolamento determinadas em março permitiram ao Estado fazer a gestão da crise. “Mas não pode as pessoas acharem que não está grave e irem para as ruas, como aconteceu, porque, daqui a pouco, a gente perde o controle”, enfatizou.
Para ele, as pessoas precisam compreender, cada uma, a sua responsabilidade.
“Será que as pessoas vão ter ver morrer alguém da sua família para se sensibilizar? Morrer um vizinho para se sensibilizar? A morte assusta. O medo pode ser, nesse momento, o único alerta que a pessoa tem”, afirmou.
Um levantamento com dados de celulares mostrou que, no Estado, a maioria dos capixabas não está seguindo a quarentena. Isso é refletido em feiras cheias, supermercados lotados e ruas com circulação de muitas pessoas.
Questionado sobre a possibilidade de tomar medidas mais duras para fazer valer as regras do isolamento, o governador informou que a Polícia Militar tem atuado junto com as Guardas Municipais e fiscais de Postura e Vigilância Sanitária das prefeituras nessa fiscalização.
“Eu preciso muito que as pessoas compreendam a realidade. Não podemos ficar com a Polícia Militar em cada estabelecimento, feira ou indústria. Deixar de ir para locais de aglomeração. Pode chegar uma hora que a gente precise tomar decisões mais duras sobre feiras e locais de aglomeração”, disse Casagrande.
