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Coronavírus

Servidores do grupo de risco vão trabalhar de casa por mais 30 dias

Os servidores do Estado, que fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus, vão trabalhar de casa por mais 30 dias. A informação foi passada pela ...

Edifício fábio ruschi, no centro de Vitória, vai abrigar as sedes de algumas secretarias de Estado

Última atualização

Servidores vão trabalhar de casa (Foto: Dayana Souza/AT - 22/02/2019)

Os servidores do Estado, que fazem parte do grupo de risco do novo coronavírus, vão trabalhar de casa por mais 30 dias. A informação foi passada pela secretária de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, em entrevista ao Tribuna Online. 

De acordo com ela, do universo de mais de 30 mil servidores estaduais, excluindo os policiais, bombeiros e servidores da saúde, que não entram nesse decreto, 562 funcionarios estão trabalhando de casa em tempo integral.

O decreto assinado pelo governador Renato Casagrande, que autorizou o home-office para esses servidores, que têm mais de 60 anos, são gestantes, lactantes ou possuem alguma comorbidade, perde a validade nesta quinta-feira (16).

Em reunião na Sala de Emergência, criada pelo governo para tratar de medidas de combate ao coronavírus, um novo decreto foi feito com validade até 16 de maio. O documento será publicado na edição do Diário Oficial (DIO) desta quinta. O prazo pode ser prorrogado, caso seja necessário.

A extensão do prazo para servidores de grupo realizarem home-office é uma das ações previstas no novo decreto. 

Segundo a secretária, no novo decreto medidas, que já haviam sido implementadas, foram incluídas, já que elas também perderiam validade nos próximos dias. 

Entre elas estão o incentivo a férias para o servidor que já tem férias vencidas  – mesmo aquele que já tenha tirado em março -, antecipação de férias para servidores efetivos e a divisão da jornada entre trabalho de casa e presencial nas repartições. 

“Preferimos  colocar 30 dias porque estamos acompanhando esses números e, se for o caso, podemos revogar se virmos que a realidade melhorou e estabilizou”, explicou.

Loureiro destacou que dos mais de 30 mil servidores estaduais, cerca de 20,5% estão trabalhando de casa em tempo integral ou alternando o trabalho em casa com o serviço nas repartições.

Teletrabalho

Outra medida que foi incluída no novo decreto está o pedido para que as secretarias façam um levantamento de quais atividades podem ser exercidas por meio de teletrabalho. 

“Já temos o teletrabalho na administração pública, mas, agora, estamos estimulando mais criação de metas para que o servidor, além do trabalho remoto alternado com o presencial, que os órgãos façam estudo para teletrabalho por período maior mesmo depois do covid-19”, detalhou a secretária.

De acordo com ela, na Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), há duas servidores que já exercem essa função. A ideia é com esse levantamento novos editais para teletrabalho sejam lançados após a pandemia.

Afastamento

A secretária de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, informou ainda que mais uma nova medida foi acrescentada ao novo decreto. Segundo ela, a partir de agora, o servidor que mora com algum parente que tenha sido diagnosticado com a covid-19 será afastado por sete dias mesmo que não apresente sintomas da doença. 

“No sétimo dia, esse servidor passa por reavaliação. Se ele apresentar um quadro gripal, vai ser afastado por mais sete dias”, explicou Loureiro.

O decreto também prevê medidas de prevenção ao servidor que tiver contato com um colega de repartição diagnosticado com o novo coronavírus. 

Na terça (14), uma servidora da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) teve resultado positivo para a covid-19.

“Os servidores não apresenta sintomas, além do protocolo de higienização como lavar as mãos,vai fazer o uso de máscara por 14 dias. Já estamos disponibilizando as máscaras aos servidores. Se ele tiver sintomas de quadro gripal é afastado até a confirmação”, frisou.

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