
“Será uma das últimas atividades a voltar à normalidade. Escolas são pontos de aglomeração e não há como evitar isso. O governador mesmo estabeleceu regras de distanciamento em supermercados, por exemplo. Mas não posso fazer o mesmo numa escola. Se eu dividir uma sala de 40 alunos ao meio, onde aloco os outros 20? Não consigo construir escolas”, explicou.
Vitor apoia numa explicação recorrente do próprio Nésio: “Essas crianças e adolescentes podem ser vetores assintomáticos do novo coronavírus para seus pais e avós. E, num momento onde não há vacina, nem remédio, não é prudente que escolas, que são pontos de aglomeração, fiquem abertas”.
Segundo o secretário da Educação, até mesmo alguns tipos de estabelecimentos comerciais devem voltar às atividades antes das instituições de ensino. “Os limites de alunos são legais, previstos, e por definição, de fato, pontos de aglomeração”, pontuou.
Em entrevista recente, Vitor de Angelo já disse que o Estado tem uma carga horária superior à que está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o que representa uma “gordura de 116 horas para queimar”.
“Nós temos 916 horas, e não 800. Então, temos um estoque de 116 horas a mais no ano, que podemos queimar na forma de dias. Nós temos ‘uma gordura para queimar’, um excedente de horas que nós não precisaríamos cumprir nesse momento”, já disse.
Questionado, então, se essa “gordura” seria suficiente até julho, disse que não. Mas que há alternativas já sendo pensadas. “Poderíamos transferir jornadas de planejamento pedagógico e datas como ‘Dia da Família’ para sábados ou acabar mesmo”, exemplificou.
Vitor disse que essa é uma discussão que também precisa ser travada com o Ministério da Educação e pensada de maneira ampla.