
Segundo o MPT, foram realizados testes para detectar coronavírus em 77 trabalhadores, sendo que 61 testaram positivo, nove negativo, seis inconclusivos e um ainda está pendente.
Na semana passada, o Tribuna Online e o jornal A Tribuna denunciaram a situação dos trabalhadores. Em reportagens foi informado que os petroleiros estavam em hotéis na Grande Vitória e seriam mantidos em isolamento total até que o período de quarentena terminasse.
O hotel que abriga os petroleiros infectados com a doença foi totalmente reservado para essa operação e não recebe hóspedes que não sejam da empresa. O outro hotel estaria, na ocasião, com mais de 100 funcionários da plataforma e o local seria usado como “transição”. Os trabalhadores, sem sintomas, esperam 14 dias no local para depois poderem embarcar.
Em nota, o Ministério Público do Trabalho disse que realizou, nesta semana, uma audiência para investigar a contaminação de trabalhadores pelo novo coronavírus (Covid-19) na plataforma petrolífera operada pela SBM Offshore.
A reunião, feita por videoconferência, contou com a participação de representantes da Petrobras, da SBM Offshore, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Foram passadas informações sobre as circunstâncias em que ocorreram as contaminações, atual situação dos trabalhadores que desembarcaram, dos que ainda se encontram embarcados, bem como as medidas que estão sendo tomadas pela SBM Offshore para remediar a contaminação e a infecção.
Não há respiradores na plataforma
Segundo informações passadas pelo MPT, a SBM Offshore informou que na plataforma existe um ambulatório com um profissional para atendimento, porém sem equipamentos como respiradores, entre outros.
“Além disso, houve o relato de que permanecem 23 trabalhadores embarcados com o intuito de garantir a segurança operacional da unidade, mesmo que esta esteja parcialmente desativada e sem Cartão de Segurança de tripulação (CTS) completo. No entanto, há monitoramento pela Marinha, Anvisa e ANP”.