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Política

Entidade defende manutenção da independência da Polícia Federal

Minutos após o pedido de demissão do Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, em retaliação a demissão de Maurício Valeixo da ...

No Estado, cerca de 15 policiais federais cumprem três mandados de busca e apreensão em empresas e residências dos envolvidos no esquema.

Última atualização

Sede da Polícia Federal no Espírito Santo(Foto: Antônio Moreira/AT)

Minutos após o pedido de demissão do Ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, em retaliação a demissão de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) emitiu uma nota defendendo a manuteção na independência da PF. A Federação reúne os sindicatos de policiais federais incluindo do Sinpef do Espírito Santo.

Em sua demissão, Moro denunciou uma suposta tentativa de Jair Bolsonaro em ter acesso a informações privilegiadas da Polícia Federal.

Em nota, a Fenapef, que representa cerca de 15 mil policiais no Brasil, informou que a instituição tem que ser uma polícia de “Estado e não de Governo, não devendo ser atingida por interferências políticas”.

“Jamais a instituição deve ser atingida por interferências políticas. A PF é um órgão maduro o suficiente para não aceitar interferências politicas nas suas investigações. Os policiais federais conhecem muito bem o seu papel constitucional e a própria estrutura do órgão não permite qualquer interferência em seus trabalhos”, destacou o presidente do Sinpef-ES, Marcus Firme.

Confira a nota da Fenapef na íntegra:

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) lamenta profundamente o pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e também a exoneração do Diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

A entidade entende que o ministro Sérgio Moro cumpriu seu papel com dedicação e comprometimento, garantindo a independência da Polícia Federal durante todo o período que ocupou o cargo.

Com relação a Maurício Valeixo, havia uma situação de tensão que se arrastava desde 2019, com o anúncio de sua possível saída. Ainda assim, Valeixo, um profissional sério e dedicado à Polícia Federal, manteve seu compromisso com os policiais federais até sua exoneração.

Para a diretoria da entidade, independentemente de quem ocupe o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Direção-geral da PF, a Polícia Federal precisa manter sua linha de autonomia e independência nos trabalhos e investigação.

A Fenapef sempre defendeu que a Polícia Federal é uma polícia de Estado e não de governo e, por isso, acredita e defende que jamais a instituição deve ser atingida por interferências políticas.

Para o presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, o presidente da República tem o direito de fazer alterações em sua equipe, mas “isso não significa – e garantimos que não irá ocorrer – qualquer tipo de interferência nas investigações criminais da Polícia Federal”.

Os quase 15 mil policiais federais, assim como toda a sociedade, esperam que as mudanças realizadas nesta sexta-feira, 24, não alterem os valores e a missão da Polícia Federal, que é “exercer as atribuições de polícia judiciária e administrativa da União, a fim de contribuir na manutenção da lei e da ordem, preservando o estado democrático de direito”.

Brasília, 24 de abril de 2020
Federação Nacional dos Policiais Federais

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